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Com mais de 60 mil casos de dengue em 2025, Goiás reforça alerta no período de seca

Embora o número de notificações tenha apresentado queda de 73% em relação ao mesmo período de 2024, autoridades de saúde destacam que a batalha contra a doença ainda está longe de ser vencida



Jornal Opção




Em meio à redução dos casos de dengue em Goiás este ano, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) reforçou, nesta quarta-feira, 18, um alerta para a população: o combate ao mosquito Aedes aegypti deve continuar, mesmo durante o período de seca.


Segundo a SES, neste ano o estado já contabiliza 64.302 casos confirmados de dengue, além de 44 óbitos confirmados e outros 67 casos de mortes ainda em investigação. 


Embora o número de notificações tenha apresentado queda de 73% em relação ao mesmo período de 2024, autoridades de saúde destacam que a batalha contra a doença ainda está longe de ser vencida e que os criadouros, agora, concentram-se principalmente dentro das residências.


Casos recentes reforçam essa preocupação. A internação do prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, com suspeita de dengue e gastroenterite, e o falecimento de Amanda Lima, jovem de 23 anos residente em Aparecida de Goiânia, ocorrido nesta semana, ilustram os riscos contínuos e reais que a doença ainda representa para a população goiana.


Cuidados durante período de seca


A subsecretária de Vigilância em Saúde da SES-GO, Flúvia Amorim, fez um alerta sobre os cuidados necessários durante o período de estiagem, que se estende de maio a setembro.


Segundo ela, “o período chuvoso, que compreende os meses de outubro a abril, é quando temos alta oferta de criadouros, porque qualquer depósito que acumule água por mais de cinco dias pode se transformar em um criadouro”. 


De acordo com a gestora, durante os meses secos, o perfil dos criadouros muda. Se antes o grande vilão era o lixo acumulado em áreas externas e lotes baldios, agora o foco de preocupação são os ambientes domésticos.


“É a caixa-d’água sem tampa, a piscina que não é tratada, a vasilha de água dos animais, o pratinho embaixo das plantas, o vaso sanitário que não é utilizado. Todo local que acumule água por mais de cinco dias e que não seja tratado ou descartado pode se tornar um criadouro”, explicou Flúvia Amorim.


Embora os indicadores mostrem um cenário melhor do que o do ano passado, a SES-GO reforça que isso não significa que o problema esteja controlado.


“Mesmo tendo diminuição, ainda temos casos de dengue acontecendo, ainda temos óbitos por dengue acontecendo, então é muito importante que cada um entenda qual é o seu papel no controle desse vetor, do mosquito Aedes aegypti, mesmo sem chuva”, frisou a subsecretária.


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