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Com água baixando, moradores de Porto Alegre convivem com animais mortos, esgoto, mau cheiro nas ruas e ratos em casa

Trechos dos bairros Menino Deus, Cidade Baixa e Centro Histórico, inicialmente submersos, ficaram secos após casas de bomba voltarem a operar. Tempestades no RS já deixaram 149 mortos e afetaram mais de 2,1 milhões de pessoas.



G1

Peixe morto no Largo dos Açorianos — Foto: Mateus Bruxel/GZH



Após a destruição de casas e comércios pela cheia do Guaíba, moradores de Porto Alegre convivem com as consequências da água, que atingiu o maior nível já registrado desde 1941. Agora são vistos animais mortos e há esgoto exposto. O mau cheiro está impregnado nas ruas dos bairros Menino Deus, Cidade Baixa e Centro Histórico.


Parte das ruas estão secas em razão das casas de bombas, que voltaram a operar na capital. Das 23 que compõem o sistema anticheias, 19 precisaram ser desligadas devido à enchente ou ao risco de choque elétrico. Atualmente, há nove em operação, segundo o Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae).


A assistente de câmbio Katia Toledo mora no bairro Menino Deus. Ela afirma ter sofrido com alagamentos no condomínio em que mora nos últimos dois anos – algo que não ocorria antes. Agora, ela precisa fazer a limpeza do imóvel e convive com animais mortos e a água do esgoto.


No bairro Cidade Baixa, a água invadiu ruas e causou estragos em residências e comércios, em 6 de maio. O prefeito chegou a recomendar que os moradores deixassem os imóveis, após uma casa de bombas ser desligada por questões de segurança.



Lixo boiando e baratas


O assistente de leilão imobiliário Mateus Marchant disse que, no dia da recomendação da prefeitura, precisou sair de casa às pressas. Ao voltar, no dia seguinte, a água já chegava na altura do joelho.


Mateus não está morando no local no momento, mas faz visitas quase diárias para pegar roupas novas e se organizar. "É muito barro e, de vez em quando, [a gente] vê um peixinho morto jogado assim pela rua", diz.


No Centro Histórico, onde a água atravessou o Muro da Mauá, moradores também convivem com as consequências da enchente. A auxiliar administrativa Nathália Sachett de Lima é uma das pessoas que evitou sair de casa, por medo da contaminação dos filhos e do cachorro. A água também passou a ser um problema dentro de casa, pois ela relata que não está cristalina.



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