Casos de síndrome respiratória aguda grave estão em alta em mais de 20 estados pelo país
- pereiraalves4
- 2 de jun. de 2025
- 2 min de leitura
Fiocruz aponta que 72,5% dos óbitos pela síndrome estão relacionados à influenza A. No estado de São Paulo, já tem hospital sem vaga. Vacinação contra a gripe está baixa pelo país e a grande preocupação é com idosos e crianças até 2 anos.
G1-Goiás

Enquanto a procura para a vacinação contra a gripe está baixa, os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) estão em alta em mais de 20 estados pelo país. No estado de São Paulo já tem hospital sem vaga. No estado, somente três em cada dez pessoas do grupo prioritário tomou vacina até esta segunda-feira (2). E sem proteção, a gripe atinge mais pessoas.
A grande preocupação é com idosos e crianças até 2 anos, que registram uma taxa alta de mortalidade por causa da doença.
De acordo com a Fiocruz, os casos de SRAG por influenza A têm atingido níveis de incidência de moderada a muito alta em jovens, adultos e idosos. Por outro lado, a incidência tem sido maior em crianças pequenas, seguida pela população idosa.
A fundação aponta que 72,5% dos óbitos por SRAG estão relacionados à influenza A.
Em Jundiaí (SP), o hospital São Vicente de Paulo, que é referência de atendimento pelo SUS para a região, tem 242 leitos, mas no momento, há 321 pacientes. Ele está com 32% acima da capacidade.
Imagens mostram que uma das salas do hospital tem pelo menos quatro pacientes em macas. Na recepção, também tem muita gente à espera por atendimento.
Segundo um dos relatos que o Bom Dia Brasil recebeu, um idoso de 74 anos esperou 11 horas para ser atendido. Essa superlotação ocorre porque as cidades do entorno estão mandando os pacientes para a região. Além do São Vicente, o Hospital Universitário de Jundiaí também está lotado e até a maternidade está sendo usada.
No fim da semana passada, a prefeitura de Jundiaí se reuniu com prefeituras dos cinco municípios que estão mandando pacientes para a região. No encontro, ficou decidido que as cidades precisam dar conta de atender essas pessoas.
O mais grave dessa situação é o baixo índice de vacinação. Em Jundiaí, apenas 38% do público-alvo tomou a dose contra a gripe.






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