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Brasil é azarão na final por equipes, mas pode crescer e chegar ao pódio do Mundial de ginástica

há 2 horas
2 min de leitura

Depois de passar à decisão na última vaga, equipe brasileira precisa competir sem quedas nesta quarta-feira para escalar no ranking e levar classificação olímpica antecipada



GE




O Brasil pode garantir antecipadamente a classificação para as Olimpíadas de Los Angeles 2028 na ginástica artística. Nesta quarta-feira, às 14h30 (de Brasília), a equipe feminina do Brasil vai ser liderada por Rebeca Andrade e Flávia Saraiva na final do Mundial de Roterdã.


Vice-campeão mundial em 2023 e bronze nos Jogos de Paris 2024, o time verde-amarelo arrancou a última vaga para a decisão e é azarão na Holanda. No entanto, há margem para crescer até o pódio e até a consequente vaga olímpica.


Na classificatória, a equipe do Brasil foi a oitava colocada, com 159,131 pontos. A Rússia fechou o top-3, com 163,662 pontos. São pouco mais de quatro pontos, uma diferença grande, mas que pode ser encurtada em um dia perfeito.


É que na final não há notas de descarte como na classificatória, e quedas acabam tendo peso muito maior. Passar sem quedas é a chave para escalar no ranking. Foi assim, sendo a única equipe a não ter quedas, que o Canadá foi de oitavo lugar ao bronze no Mundial de 2022, selando vaga antecipada para Paris 2024.


Além de Rebeca e Flávia, o Brasil vai contar com Lorrane Oliveira, Thais Fidelis e Sophia Weisberg.


O técnico Francisco Porath não promoveu grandes mudanças em relação à classificatória, uma vez que o foco do Brasil é conquistar a vaga durante o Mundial de 2027, em Chengdu, onde mais nove postos vão estar em jogo. O planejamento é de evolução gradual, sem pular etapas.


Assim, o Brasil vai começar no solo. Neste aparelho, Flavinha teve algumas falhas de execução na classificatória e pode crescer mais de meio ponto se acertar tudo nesta quarta. Ela tem 13,433 pontos como melhor nota de solo neste ano, bem maior que os 12,866 da segunda-feira. Lorrane e Thais também se apresentam no aparelho.


O salto é o aparelho em que o Brasil tem mais margem para crescimento. Na classificatória, Sophia sofreu uma queda no Yurchenko com dupla pirueta (DTY), o mesmo salto que Rebeca cravou. Flavinha simplificou seu salto e pode voltar a apresentar o DTY. Com três séries corretas, a equipe verde-amarela pode crescer quase dois pontos.

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