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Ataques dos EUA e de Israel mataram 555 no Irã

2 de mar.
2 min de leitura

Conflito se espalha pelo Oriente Médio, com nova troca de ataques entre Israel e Líbano




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Via Folha de São Paulo – Segundo o Crescente Vermelho iraniano, ao menos 555 pessoas morreram no país devido aos ataques dos EUA e de Israel, que começaram no sábado (28). A entidade afirma que ao menos 131 cidades foram atingidas.


Um dos episódios mais letais teria sido um bombardeio em uma escola feminina em Minab, no sul do país. Segundo o regime, 153 pessoas morreram no episódio. Os oponentes, no entanto, divergem sobre o caso. Um porta-voz das Forças Armadas de Israel disse “não ter conhecimento” de qualquer operação na área.


A emissora BBC verificou vídeos do ocorrido, mostrando fumaça saindo de um prédio enquanto multidões se aglomeravam nas proximidades e gritavam. No entanto, não foi possível verificar o número de mortos de forma independente.


Em entrevista à Fox News, Trump disse que 48 membros do regime foram mortos, mas não há confirmação oficial deste número. A mídia estatal iraniana confirmou no domingo que a cúpula militar do país foi morta durante uma reunião presencial.


Entre as vítimas está o chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, o poderoso conselheiro de Defesa Ali Shamkhani, o ministro Aziz Nasirzadeh e o chefe do Estado-Maior, Abdolrahim Mousavi, além de outros oficiais.


Nesta segunda (2), o governo chinês anunciou a primeira morte de um cidadão do país no Irã, de onde evacuou outros 3.000 chineses nos últimos dias.


A entrada do Hezbollah ampliou o caráter regional da guerra, que se espalha pelo Oriente Médio. Nesta segunda, o Estado judeu manteve ataques ao Líbano e reforçou sua fronteira norte, além de jurar o líder do grupo libanês de morte.


A violência escalou em todas as frentes. Houve renovados bombardeios ao Irã, o Kuwait foi alvo de ataques intensos de Teerã, uma refinaria saudita teve de fechar após pegar fogo ao ser atingida e um drone iraniano atingiu uma distante base britânica no Mediterrâneo.


O presidente Donald Trump e o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, lançaram o ataque mirando a derrubada do regime em Teerã, sob a alegação de que as negociações para evitar que os aiatolás desenvolvessem a bomba nuclear não chegaram a lugar algum.

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