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Alunos que vazaram foto de professora demitida podem responder por divulgação de cena de nudez sem o consentimento da vítima, diz polícia

Não foi informado quantos alunos estão envolvidos no caso. Delegacia de Polícia de Alto Paraíso também já colheu depoimento da vítima, da diretora da escola, e de professores.





G1-Goiás

Escola Estadual Doutor Gerson de Faria Pereira, em Alto Paraíso de Goiás — Foto: Reprodução/Google Street View



A Polícia Civil investiga o caso da professora de história Bruna Flor de Macedo Barcelos, que denuncia ter sido demitida após ter fotos íntimas vazadas por alunos que acessaram pastas privadas do celular pessoal dela. O caso aconteceu na Escola Estadual Doutor Gerson De Faria Pereira, em Alto Paraíso de Goiás.


Em nota, a polícia informou que os estudantes que teriam acessado as mídias do celular da professora já foram identificados. A polícia não informou quantos alunos estão envolvidos no episódio.


Caso fique comprovada a ação, eles poderão responder por ato infracional análogo ao crime de divulgação de cena de nudez sem o consentimento da vítima. Ato infracional é uma conduta descrita na lei como crime ou contravenção penal só que praticado por uma criança (até completar 12 anos) ou adolescente (entre 12 anos completos e 18 anos incompletos).


A Delegacia de Polícia de Alto Paraíso também já colheu depoimento da vítima, da diretora da escola e de professores. “A PCGO informa que acompanha o caso detidamente, com prioridade, e já prestou as orientações devidas à vítima”, informou.


Seduc nega demissão por vazamento de fotos


A Secretaria Estadual de Educação de Goiás (Seduc) negou que a demissão da professora está relacionada ao vazamento de fotos íntimas.


A pasta afirma que Bruna foi contratada em regime emergencial para suprir uma demanda da unidade escolar e que o desligamento da profissional se deu devido à convocação de novos professores aprovados no concurso público realizado em 2022, que assumiram, de forma efetiva, em 2023, vagas dos contratos especiais na rede pública estadual de ensino.


Mas um documento assinado pela Seduc e enviado à Defensoria Pública confirma que a demissão da professora aconteceu porque a gestão da escola considerou que os estudantes estavam “extremamente envergonhados” de assistirem às aulas dela após o vazamento das fotos íntimas.


A Seduc Goiás não deu nenhuma declaração a respeito do vazamento das fotos e da denúncia da professora que relatou ter sido destratada por colegas e pela gestão da escola.


Em nota enviada à reportagem, a pasta se resumiu a dizer que, sobre a conduta de Bruna, “segue a legislação de proteção à criança e adolescente, por meio do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”.


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