top of page

Advogado que prometia reduzir parcelas de imóveis é condenado a 22 anos em Goiás

há 31 minutos
2 min de leitura

Clientes entregavam dinheiro para supostos custos judiciais e alguns chegaram a perder os próprios imóveis



Mais Goiás




Um advogado foi condenado pela Justiça de Goiás a 22 anos de prisão por estelionato após receber dinheiro de clientes que buscavam reduzir parcelas de financiamentos imobiliários em Catalão, no Sudeste do estado.


De acordo com o processo, 27 vítimas foram consideradas na condenação, e cada uma deverá receber R$ 15 mil por danos morais. A sentença manteve a prisão preventiva e negou ao réu o direito de recorrer em liberdade.


Michel de Lacerda Bento também foi condenado ao pagamento de 1.356 dias-multa. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.


O esquema funcionava a partir da promessa de redução das parcelas de financiamentos imobiliários. O advogado orientava os clientes a interromper os pagamentos aos credores e entregar os valores diretamente a ele, sob a justificativa de que o dinheiro seria usado para despesas dos processos e depósitos judiciais.


Na prática, conforme consta na denúncia, os valores eram apropriados pelo advogado. Ele chegou a entrar com ações judiciais, mas os processos eram posteriormente abandonados ou encerrados sem análise dos pedidos. Sem informações sobre o andamento das ações, alguns clientes só descobriram a situação quando passaram a ser cobrados pelos credores.


Os prejuízos não ficaram restritos aos valores entregues ao advogado. Algumas pessoas chegaram a ser despejadas dos imóveis, enquanto outras passaram a responder a ações movidas pela loteadora e enfrentam o risco de perder a moradia.


A investigação começou depois que diversas pessoas procuraram o Ministério Público de Goiás e a Polícia Civil para relatar os casos. A apuração resultou em um procedimento criminal no MPGO e em um inquérito policial.


Durante a apuração, a Polícia Civil pediu autorização judicial para acessar dados bancários, bloquear valores e prender preventivamente o advogado. As medidas foram autorizadas, e Michel foi preso em 7 de julho de 2026.


Na audiência de instrução e julgamento, as pessoas envolvidas no caso foram ouvidas e o advogado prestou depoimento. Ele confessou os fatos, conforme registrado no processo.


A denúncia apresentada à Justiça reunia casos envolvendo 28 pessoas. Em um deles, porém, Michel foi absolvido porque não ficou comprovado que ele tivesse obtido vantagem ilícita.

Comentários


bottom of page