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Administração pública de Rio Verde reduz gastos e dispensa serviços após queda de ICMS e repasse de FPM

Arrecadação de ICMS em Rio Verde registra forte queda e prefeitura intensifica cortes para manter equilíbrio fiscal






Olha Goiás




A Prefeitura de Rio Verde enfrenta uma das maiores quedas de arrecadação dos últimos anos, impactando diretamente o orçamento municipal.


Em entrevista o prefeito Wellington Carrijo explicou que a receita caiu cerca de R$ 28 milhões em comparação a 2024, reflexo da desaceleração econômica nacional e da redução dos repasses de dois fundos essenciais: o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e o FPM (Fundo de Participação dos Municípios) — recurso repassado pela União que compõe parte significativa da receita das cidades brasileiras.


“ Devido à desaceleração da economia brasileira, dois repasses constitucionais foram atingidos: o ICMS e o FPM. São dois fundos muito importantes, e para a gente não ter perdas em saúde, educação e segurança pública, tivemos que fazer economicidades na máquina pública”, afirmou o prefeito Wellington.


Com o avanço das medidas de contenção, surgiram especulações em alguns grupos da cidade de que os cortes não estariam ligados à questão fiscal, mas sim a supostos interesses políticos.


O prefeito, no entanto, rebateu essas afirmações e fez questão de esclarecer que o enxugamento da máquina pública é resultado direto da queda nas receitas municipais. “Isso não existe. Eu não penso em eleição, penso em gestão pública. O que estamos fazendo é racionalizar o dinheiro público para não prejudicar a população [ … ] Tiveram cortes para absorver essa queda de arrecadação em Rio Verde.


Enxugamento, otimização de máquinas públicas, de carros públicos, pra economizar combustível e racionalizar recursos.”, declarou Wellington, em tom firme. Ele ainda reforçou que todas as decisões foram tomadas com base em responsabilidade administrativa e planejamento financeiro.


Entre as medidas já adotadas estão a devolução de caminhonetes que estavam alugadas para uso de secretários, o encerramento de contratos de prédios locados, a redução de cargos comissionados e o corte de horas extras em algumas áreas, entre outras ações.


Também houve otimização de frotas e máquinas públicas, tanto em áreas urbanas quanto rurais, para reduzir custos com combustível e manutenção.


“A gente entregou vários prédios públicos que estavam alugados, otimizou e trouxe mais secretarias pro Paço para racionalizar o recurso público”, explicou o prefeito. Apesar das restrições, ele garante que as obras estruturantes continuam: “Mesmo com as dificuldades, seguimos com projetos importantes como o Mini SEASA, o Mercado Municipal e as novas moradias do Minha Casa, Minha Vida.

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