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Vorcaro teria contratado quadrilha para agredir jornalista Lauro Jardim, diz PF

4 de mar.
1 min de leitura

Vorcaro comandava um grupo de WhatsApp intitulado “A Turma” para perseguir e agredir adversários




Jornal Opção





O presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso na manhã desta quarta-feira, 4, teria contratado uma milícia privada para agredir o jornalista de O Globo, Lauro Jardim. A informação foi confirmada pela Polícia Federal e divulgada pelo próprio jornalista em reportagem da Rádio CBN.


Segundo a PF, Vorcaro comandava um grupo de WhatsApp intitulado “A Turma”, utilizado para monitorar e atacar supostos “opositores”, entre eles jornalistas investigativos. O grupo contaria com a participação do cunhado do banqueiro, Fabiano Zétel, de um policial civil aposentado identificado como Marilson Silva e de outro integrante apontado como responsável pelo chamado “trabalho sujo”, Luís Mourão.


De acordo com mensagens obtidas pela investigação, o plano seria “quebrar os dentes” do jornalista. Em entrevista, Lauro Jardim afirmou que a intenção era simular um assalto durante a agressão.


“A ideia explicitada nessa troca de mensagens era, primeiro, me monitorar para descobrir coisas ruins contra mim. Em segundo lugar, era simular um assalto. Segundo o próprio Vorcaro, ele queria quebrar meus dentes”, disse o jornalista.


Segundo Jardim, Vorcaro teria reclamado das matérias feitas contra ele, afirmando que seria necessário “fazer algo contra ele”. Ainda segundo Jardim, a descoberta das mensagens e da suposta agressão premeditada contribuiu para o pedido de prisão preventiva apresentado pela Polícia Federal à Justiça.


Além do jornalista, outros “adversários” também estariam na mira do grupo, embora o caso envolvendo Lauro Jardim tenha sido um dos mais detalhados na decisão judicial.

 
 
 

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