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Vereador Luan Alves é alvo de mandado em operação contra suposto pagamento de propina para liberar alvarás entre 2017 e 2022, em Goiânia

  • há 53 minutos
  • 2 min de leitura

Ao todo, 12 pessoas são investigadas pela Polícia Civil de Goiás por participarem do esquema. Empresa que foi vítima das cobranças teve um prejuízo de mais de R$ 400 mil, segundo delegado




G1-Goiás




O vereador Luan Alves (MDB) e outras seis pessoas foram alvo de mandados de busca e apreensão, nesta quarta-feira (10), em uma operação que investiga suposto pagamento de propina para a liberação de alvarás a empresas de entretenimento em Goiânia. Segundo a investigação, os pagamentos teriam ocorrido entre 2017 e 2022, causando um prejuízo de mais de R$ 400 mil.


Além dos sete alvos de mandados, outras cinco pessoas são investigadas por corrupção ativa, concussão e associação criminosa. Entre eles, segundo a Polícia Civil, há agentes públicos.


Em nova nota enviada por meio de sua assessoria na tarde de quarta-feira (10), o vereador, que também é ex-presidente da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), disse que foi surpreendido com o mandado de busca e apreensão e que a investigação está em fase de apuração, inexistindo qualquer condenação ou reconhecimento de responsabilidade contra a sua pessoa.


"Como cidadão e agente público, sempre pautei minha atuação pela legalidade, pela transparência e pelo compromisso com o interesse público", disse o vereador, em nota.


O parlamentar afirmou, ainda, que, durante o período em que exerceu funções na administração municipal, todas as suas decisões foram tomadas "dentro dos limites da legislação vigente e das atribuições inerentes" aos cargos por ele ocupados.


Como parte do período investigado se refere à gestão do ex-prefeito Rogério Cruz, o g1 o procurou para se manifestar sobre a investigação. Em nota enviada por sua assessoria, Cruz informou que não é alvo da investigação e que não teve qualquer participação nos fatos apurados pela operação.


Como era o esquema


Nunes afirmou que o esquema envolveu pagamento de propina a agentes públicos de pelo menos três secretarias municipais e de uma agência do município:


  • Secretaria de Desenvolvimento e Economia Criativa ;

  • Secretaria da Mulher, por meio da diretoria de Eventos;

  • Secretaria municipal de Governo;

  • Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma).


O funcionamento acontecia da seguinte forma: quando a empresa realizava os eventos, ao final de cada um, aquilo que ela tivesse faturado precisava ter uma parte separada, para distribuir em forma de rateio, em forma de propina, para garantir o funcionamento do alvará para o próximo evento.

"Mas também constam dos autos que ela tinha sido obrigada a realizar atividades gratuitamente, em forma de vantagem indevida, à prefeitura, em áreas de interesse, espaço de interesse da prefeitura", acrescentou o delegado.

Segundo o delegado, as investigações apuraram que houve pagamentos em espécie, diretamente, e também comprovantes de transferências bancárias para os envolvidos. Mas nem todos os 12 investigados receberam vantagem financeira.

"A maioria realmente indica que de alguma forma se beneficiou economicamente, mas outras tinham atuação específica na forma de facilitar a prática", disse.

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