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Um ano do racha da T-9: Justiça marca audiência com réus do caso que matou duas pessoas

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Completa, neste domingo (7), um ano da disputa do racha ocorrido na Avenida T-9, em Goiânia, que causou um acidente e matou duas pessoas. Em julho do ano passado, o Ministério Público de Goiás (MPGO) ofereceu denúncia contra os dois motoristas envolvidos no caso. Até o momento, não houve julgamento, mas há uma audiência marcada para o próximo dia 30.

Em relação ao MP, a denúncia foi assinada pelo promotor de Justiça Sergio Luís Delfim. Os motoristas Eduardo Henrique de Souza Resende, à época com 22 anos, que conduzia uma Toyota Hilux, e Arthur Yuri Barbosa, então com 18 anos, que estava em uma BMW, foram denunciados por homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Eles também foram denunciados por homicídio qualificado tentado contra os sobreviventes.

A dupla já é réu no processo, pois o juiz recebeu a denúncia. Sobre a audiência de instrução e julgamento, esta é para decidir se eles serão pronunciados, ou seja, se eles irão ao tribunal do júri. O magistrado será Lourival Machado, segundo o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO).


Relembre


No dia 7 de maio de 2022, um racha entre uma BMW e uma Hilux culminou em um acidente que matou duas pessoas. A adolescente Marcella Sônia do Amaral, de 15 anos, estava na caminhonete envolvida no crime. Ela foi arremessada do veículo e morreu no local.

O estudante Wictor Fonseca Rodrigues, de 20 anos, também passageiro daquele veículo, faleceu dias depois por morte cerebral. Ele chegou a ficar internado na UTI do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), mas não resistiu aos ferimentos.

Uma das vítimas sobreviventes relatou que o grupo estava em uma boate, no Setor Marista. Lá, ingeriram bebidas alcoólicas durante toda a madrugada. Depois de saírem do estabelecimento, houve uma disputa de racha entre a caminhonete envolvida no acidente e a BMW.

Segundo as investigações, antes do acidente os passageiros imploraram para que os condutores reduzissem a velocidade. A caminhonete levava seis pessoas. A Hilux, três. O condutor desta última, Arthur Yuri, não tinha CNH.

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