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Uefa, Concacaf e AFC publicam carta conjunta contra Infantino na Fifa

  • há 56 minutos
  • 2 min de leitura

Pronunciamento conjunto segue uma série de reações negativas das confederações sobre a manutenção de Gianni Infantino na presidência da Fifa




Metrópoles





Em meio à crise na Fifa, três confederações se uniram em nova ofensiva contra a permanência de Gianni Infantino na presidência da entidade máxima do futebol. Uefa, Concacaf e AFC publicaram carta conjunta, nesta segunda-feira (10/8), em protesto às atitudes do mandatário suíço e afirmaram que o futebol “não pertence a nenhum indivíduo ou instituição”.


“A liderança no futebol não é uma posse. Não se trata de deter – nem de exigir – o poder para o deter. É um dever de serviço para com a família do futebol que a confia”, protestaram as confederações.


A carta é destinada à “família do futebol” e critica a falta de transparência na Fifa. As confederações ainda afirmam que houve uma ruptura na confiança da condução de questões internas da entidade máxima do futebol.


O pronunciamento conjunto faz parte de uma série de reações negativas das três confederações quanto à manutenção de Gianni Infantino na Fifa. As entidades se uniram contra o projeto da Fifa Forward Enterprise (FFE), subsidiária que seria responsável pelos direitos comerciais de competições.


O objetivo era que 20% desta empresa fosse vendida a investidores externos. O projeto mirava uma arrecadação recorde de até US$ 4,2 bilhões (R$ 22,8 bilhões).


Crise na Fifa


Gianni Infantino está sob forte pressão na presidência da Fifa. Após federações europeias retirarem o apoio à reeleição do suíço, integrantes da Concacaf e da AFC também ameaçaram abandonar o dirigente.


Além da ameaça de países membros da Concacaf, a Federação Inglesa de Futebol (FA) e a Associação de Futebol do País de Gales (FAW) retiraram o apoio ao dirigente. Já a Federação da Noruega exigiu a saída imediata de Gianni Infantino da presidência da Fifa.


A forte resistência de federações nacionais e confederações continentais ao projeto de Infantino provocou uma crise política sem precedentes na entidade desde que o dirigente suíço assumiu o cargo em 2016.

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