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Terras raras em Goiás: exploração pode gerar mais de 12 mil empregos diretos

  • 7 de mar.
  • 2 min de leitura

Exploração de minérios estratégicos em Goiás projeta a criação de mais de 12 mil empregos em duas mineradoras. Empresas de diversos ramos da tecnologia poderão chegar no Estado nos próximos anos.





G1-Goiás





A exploração de terras raras em Goiás deve gerar até 12 mil empregos diretos entre cinco e dez anos, segundo estimativas da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços do Governo de Goiás.


As áreas vão desde engenheiros, operadores de máquinas e especialistas em logística. O estado se destaca devido a Minaçu, no norte de Goiás, ser é a única cidade fora da Ásia a produzir em escala comercial quatro elementos essenciais.


Em Goiás, a exploração já começou há três anos. Segundo Joel de Sant'Anna Braga Filho, secretário de Indústria, Comércio e Serviços do Governo de Goiás, atualmente duas mineradoras operam no estado e, quando estiverem em atividade total, podem gerar de 5 a 6 mil empregos diretos cada uma.


Para o secretário, o passo mais importante está ligado ao desenvolvimento da tecnologia, que pode trazer uma cadeia de investimentos e, consequentemente, novos empregos. Joel destaca que hoje uma mineradora gera mais de 2 mil empregos diretos.


Um dos pontos ligados à tecnologia é que serão buscadas empresas dos ramos de data centers, empresas fabricantes de motores e de baterias, por exemplo.


A gerente de projetos estratégicos do setor produtivo da SIC, Lívia Parreira, explica que a cadeia de terras raras é multidisciplinar e envolve uma gama de profissionais atuando em uma etapa estratégica diferente.


Entre eles estão:


  • Geólogos e Geofísicos: Descobrir, delimitar e caracterizar o depósito mineral;

  • Engenheiros de Minas: Planejar e executar a lavra com segurança e eficiência econômica;

  • Engenheiros Químicos e Metalurgistas: Transformar o minério bruto em produto comercial (concentrado de terras raras);

  • Engenheiros e Gestores Ambientais: Garantir conformidade legal e minimizar impactos ambientais;

  • Técnicos em Mineração: Executar a operação prática da lavra (apoio à perfuração, controle de qualidade do minério em campo);

  • Operadores de Máquinas pesadas: Executar a operação prática da lavra (operação de escavadeiras e caminhões fora de estrada e controle de carregamento);

  • Especialistas em Logística e Comércio Exterior: Garantir que o produto chegue ao cliente internacional com eficiência (vender e entregar com competitividade).


Geração de empregos


Seguindo as etapas citadas, Lívia destacou as áreas que devem gerar mais empregos em curto, médio e longo prazo. Segundo ela, a curto prazo é a vez da pesquisa mineral e implantação das minas. Essa será a fase com mais trabalhadores empregados, porém, de curta duração.

"Terá maior contratação de geólogos, técnicos de mineração e de sondagem, topógrafos, engenheiros de minas, engenheiros ambientais, operadores de equipamentos, mão de obra temporária e alta demanda por serviços locais", disse Lívia.

A médio prazo será a vez do beneficiamento e da separação química, também chamada de hidrometalurgia. Lívia explica que essa fase exige uma qualificação técnica elevada, como engenheiros químicos, técnicos industriais, operadores de planta e especialistas em controle de qualidade.


Finalmente, a longo prazo, vem a industrialização de ímãs, componentes e tecnologia; é onde está o maior potencial de emprego e renda, com maior impacto econômico e social, disse a gerente de projetos.


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