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Temperaturas acima da média e pouca chuva: veja as principais tendências para o inverno que começa nesta quinta

Manutenção das massas de ar seco na região central do Brasil deve impedir que frentes frias avancem para o interior do país. La Niña deve se instalar entre o fim de julho e o começo de agosto.



G1

O inverno começa nesta quinta-feira, dia 20, e deve ser de temperaturas acima da média. — Foto: Giuliano Gomes/PR Press



Depois de um outono de dias quentes e secos, o inverno, que começa nesta quinta-feira (20), também será de temperaturas acima da média e pouca chuva. A nova estação tem início às 17h51, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), e se estende até 22 de setembro.


"Teremos um inverno bem quente, assim como foi o outono. A tendência é de temperaturas acima da média nos três meses, especialmente com o Sudeste e Centro-Oeste com persistência de marcas acima do normal", analisa Vinícius Lucyrio, meteorologista da Climatempo.


Ele explica que dois fatores são os principais responsáveis pelas temperaturas anormais e chuvas irregulares que devem ser registradas:


  • Persistência dos bloqueios atmosféricos, o que faz com que um número menor de massas de ar frio consiga avançar para o interior do país. A circulação desses sistemas pode trazer alguns extremos de calor, mesmo no inverno;


  • Águas aquecidas do Oceano Atlântico, que interferem na atmosfera, mudando os padrões esperados para um inverno com atuação do fenômeno La Niña – que em geral traz frentes frias mais fortes para o país.


Os meteorologistas lembram que, apesar da expectativa ser de um inverno com médias de temperaturas mais altas, isso não significa que não teremos dias frios. Eles pontuam que curtos períodos de frio devem acontecer, inclusive com maior variabilidade térmica do que o observado no ano passado.


O outono de 2024 foi marcado pela atuação de contínuos bloqueios atmosféricos, que mantiveram as máximas elevadas no Centro-Sul e impediram o avanço de frentes frias pelo interior do país.


De acordo com a Climatempo, a estação ainda teve muita influência do fenômeno El Niño. Mesmo tendo se enfraquecido ao longo da transição do verão para o inverno, o El Niño foi responsável pelo calor recorde observado em abril e pelas chuvas excessivas no Sul no mês de maio, por exemplo.


Caracterizado pelo aquecimento maior ou igual a 0,5°C das águas do Oceano Pacífico, o El Niño acontece com frequência a cada dois a sete anos. A duração média do fenômeno é de doze meses, gerando um impacto direto no aumento da temperatura global.

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