Síndico que confessou matar corretora isentou moradores da taxa de condomínio do mês em que ela desapareceu: 'Um bônus'
- 5 de fev.
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Em áudio, Cleber Rosa de Oliveira reclamou que condôminos não reconheceram a isenção que ele havia concedido como uma "regalia". Atestado de óbito apontou que Daiane Alves Souza foi morta com tiro na cabeça.
G1-Goiás

O síndico Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, isentou os moradores da taxa de condomínio referente a dezembro, mês em que a corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, desapareceu e foi morta por ele. Em um áudio gravado para integrantes de um grupo do prédio, que fica em Caldas Novas, no sudoeste de Goiás, ele reclamou que os condôminos não reconheceram o "bônus" que ele havia concedido.
"Eu isentei a taxa de condomínio que venceu no dia 10 de janeiro, referente a dezembro. Eu isentei os proprietários do pagamento dessa taxa, como um bônus, uma regalia, né, para começar o ano com essa taxa a menos a ter que pagar", disse.
A defesa de Cleber afirmou que aguarda o fim das investigações e não se manifestará sobre as circunstâncias e demais elementos do caso até a conclusão do inquérito.
Na mensagem, o síndico se queixou de que a sua iniciativa havia gerado poucos comentários por parte dos moradores, ao contrário do sumiço da corretora, então sem explicação. Segundo a irmã de Daiane, Fernanda Alves, quem forneceu o áudio ao g1, a gravação foi feita no início de janeiro. Cleber foi preso e confessou o crime no dia 28.
"Eu considero que seja uma coisa positiva e não teve comentário. Agora coisas negativas muita gente se atenta, né? Fica atento para comentar, inclusive sem informações, tá?", disse o síndico, referindo-se ao paradeiro de Daiane.
Na mesma gravação, Cleber solicitou que os moradores não fizessem mais comentários sobre o caso e que havia excluído um morador depois que ele inseriu um conteúdo sobre o assunto no grupo, o que ele havia proibido. Segundo Fernanda, esse "Joãozinho", ao qual Cleber se refere no áudio, postou uma reportagem sobre o desaparecimento.
Antes de concluir o áudio, Cleber diz para os moradores e proprietários que "não há prova nenhuma" de que Daiane havia desaparecido do prédio.
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