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Suspeitos de clonar perfis de pousadas de Pirenópolis são presos em operação da Polícia Civil

  • 17 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Além de Goiânia, ação especial realizou diligências na capital do Pará e em cidade do interior de São Paulo





Portal 6





Membros de uma organização criminosa foram alcançados pelas forças policiais nesta terça-feira (16), suspeitos de envolvimento em estelionato e lavagem de dinheiro, ao clonar sites e perfis de redes sociais de pousadas de Pirenópolis.


Quem esteve à frente da terceira fase da Operação Sem Reservas foi a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que cumpriu mandados de prisão temporária e busca domiciliar em Goiânia, Belém (PA), e Taboão da Serra (SP), com o apoio das respectivas polícias civis estaduais.


De acordo com a investigação, a organização criminosa atuava com divisão de tarefas, voltada para a prática dos crimes.


O modo de atuação envolve a clonagem de sites e perfis de vendas e anúncios legítimos na internet, induzindo as vítimas a realizarem pagamentos por bens ou serviços inexistentes.


Os valores obtidos ilicitamente eram, então, direcionados para contas de terceiros e, em seguida, submetidos a complexos processos de lavagem de capitais, notadamente por meio da conversão e movimentação em criptoativos.


A PC disse que a operação prendeu os chamados “tripeiros”, integrantes de facção criminosa que alugam as contas de terceiros utilizadas pelo grupo e que realizam a lavagem do dinheiro dos golpes em casas de câmbio do Paraguai.


O grupo, segundo a investigação, foi responsável pela lavagem de R$ 13 milhões nos últimos dois anos. Esse montante é resultado de estelionatos virtuais praticados em todo o Brasil, com faturamento diário de R$ 20 mil, o que evidencia a sofisticação e o alcance da organização criminosa.


Segundo o apurado, 50% dos valores ficam com os golpistas que administram os sites e perfis clonados, 30% com os “tripeiros” e 20% com as pessoas que cedem as contas (“laras” ou “laranjas”).


Além dos mandados de prisão e busca domiciliar, o Juízo de Garantias do TJDFT determinou o bloqueio e a liquidação de criptoativos identificados em contas vinculadas aos investigados.



 
 
 

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