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Suspeito de matar estudante de veterinária já foi acusado de emboscada e morte a pedradas

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Walison já havia sido detido por latrocínio e ocultação de cadáver em Ouro Verde, mas o processo acabou sendo arquivado




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Apontado como o autor do homicídio do estudante de veterinária Luciano Milo de Carvalho no último domingo (10/5) , Walison Ascanio Tito, de 31 anos, já havia sido preso no passado por executar outro jovem em uma emboscada em Ouro Verde.


Naquela ocasião, em 2018, a acusação apontava que ele e dois comparsas mataram a vítima a facadas e pedradas para roubar seu veículo, escondendo o cadáver no porta-malas em Petrolina de Goiás.


Apesar da gravidade do caso, a falta de provas contundentes fez com que o processo fosse arquivado recentemente, deixando o acusado livre até o novo crime na capital.


Na primeira ocorrência, registrada há oito anos na região próxima a Anápolis, o Ministério Público sustentou que Walison agiu em conjunto com outros dois homens para armar uma armadilha contra Lucas Rafael Silva de Castro.


O objetivo do grupo seria o roubo do automóvel da vítima, um Honda Civic. Após o ataque brutal, o corpo do jovem foi ocultado dentro do próprio carro e abandonado em uma área isolada e de difícil acesso na zona rural de Petrolina de Goiás.


Arquivamento do processo


O desfecho do primeiro caso foi marcado por uma longa espera e pela falta de elementos conclusivos. O Poder Judiciário levou cerca de quatro anos apenas para receber a denúncia formal oferecida pelos promotores de Justiça.


Posteriormente, em meados de 2025, a magistrada responsável pelo caso determinou o arquivamento dos autos. A fundamentação jurídica baseou-se na fragilidade do material probatório colhido durante a instrução, considerando que os depoimentos e indícios reunidos no papel não se mostraram suficientes para uma condenação segura dos três envolvidos.


Recursos negados e a nova prisão


Inconformados com o encerramento do processo sem julgamento pelo júri popular, a acusação e os representantes legais da família da vítima recorreram ao Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO).


Contudo, os magistrados de segunda instância mantiveram o entendimento inicial e confirmaram a impronúncia dos réus, enviando o caso em definitivo para as gavetas do arquivo judicial.


Livre de qualquer pendência com a Justiça por aquele episódio, Walison permaneceu circulando normalmente pelas ruas, quando voltou a ser capturado no terminal rodoviário de Trindade, na tarde de quarta-feira (13).



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