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STJD abre inquérito para investigar denúncias de manipulação de Textor, do Botafogo

Globo Esporte


John Textor em Botafogo x Atlético-GO — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF


O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) abriu um inquérito para investigar as denúncias de possíveis manipulação de resultados de John Textor, dono da SAF do Botafogo. O norte-americano foi julgado em 1ª instância nesta segunda-feira e multado em R$ 60 mil - foi denunciado no artigo 220-A do CBJD (deixar de colaborar com os órgãos da Justiça Desportiva). Além disso, ganhou prazo de cinco dias para apresentar os documentos e evidências que afirma ter.

Esta é uma mudança de postura do tribunal. Textor é denunciado pelo STJD desde o ano passado, mas se recusou a apresentar as supostas provas desde que um relatório de partidas do Brasileirão produzido pela Good Game!, empresa francesa que analisa decisões de arbitragem, foi ignorado pela entidade. A intenção do norte-americano, desde então, é mostrar evidências apenas para a Justiça Comum.

No começo de março, dias após a declaração de Textor afirmando ter "juízes gravados reclamando de não terem propinas pagas", o STJD chegou a abrir um inquérito e o intimou a depor e apresentar provas, mas a defesa do norte-americano, ainda em protesto pelo o que acontecera em 2023, afirmou que era ilegal exigir provas de corrupção. Assim, o empresário não o fez.

Desde então, a relação entre John Textor e o STJD evoluiu. Em abril, o dono do Botafogo passou horas no Tribunal, no centro do Rio de Janeiro, em uma reunião onde apresentou vídeos, áudios e documentos para Felipe Bevilacqua, vice-presidente da instituição. Neste intervalo, ele também depôs na CPI de manipulação e apostas esportivas, no Congresso Nacional.

- Acho que como qualquer um que atua tanto nas justiças esportivas, doando aqui seu tempo pra julgar, os procuradores, os dirigentes de clube, todos, acho que deveria ser o bem comum de todos, e eu espero que seja, a integridade do futebol. E se ele (Textor) tiver que colaborar com a Justiça Desportiva para que isso aconteça, é claro. Desde o dia 1 ele pediu a instauração de inquérito, que infelizmente foi arquivado. Então agora acho que acertou a Justiça Desportiva em instaurar um inquérito, e vamos começar a apurar também a manipulação no âmbito da Justiça Desportiva - afirmou Michel Assef Filho, advogado de Textor.

- Tivemos a informação de que o procedimento (inquérito) foi instaurado a requerimento do John Textor. Ele foi instaurado, mas ainda não fomos intimados a apresentar as provas. Isso deverá ocorrer em algum momento, mas ainda não fomos (chamados) - completou o advogado.

Na CPI, Textor também mostrou áudios, vídeos e relatórios aos senadores. A novidade ficou por conta de uma análise sobre possível edição do VAR - uma denúncia de que o é mostrado ao público na tela de revisão do árbitro do vídeo não é 100% fiel ao que aconteceu no jogo. Com o inquérito, o norte-americano agora possui mais uma investigação em curso.

- Esse é mais um argumento nosso. Temos duas investigações em curso, tanto no ambiente criminal - onde depoimentos serão prestados, obviamente - e no âmbito da CPI, no Senado Federal. É óbvio que tem que ser respeitada essa tramitação. Dentro do que for necessário, isso será informado pela Justiça Desportiva. Apresentar provas que já foram apresentadas em outros ambientes e que correm em sigilo, se isso de fato deve ser feito no âmbito da Justiça Desportiva. Isso também vai ser observado por nós - analisou Michel.

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