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Sindsaúde vai denunciar PMs pela prisão de maqueiro e enfermeira, em Goiânia

Caso aconteceu na Maternidade Célia Câmara, na última sexta-feira



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O Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde de Goiás (Sindsaúde) disse que tomará todas as medidas necessárias para que a Justiça seja feita sobre a situação que culminou na prisão de um maqueiro e uma enfermeira, na última sexta-feira (6), na Maternidade Célia Câmara, Goiânia.


O Sindisaúde informou “que levará o caso ao Ministério Público do Estado de Goiás, ao Conselho de Ética da Câmara Municipal, à Corregedoria da Polícia Militar e à Secretaria de Segurança Pública”.


Ainda conforme o documento, trabalhadores da saúde vão se reunir, na próxima quarta-feira (11), às 10h, em frente à Corregedoria da Polícia Militar. Na ocasião, eles vão entregar um documento solicitando a punição exemplar dos policiais militares que agiram de forma truculenta e violenta contra os profissionais da saúde.


A confusão ocorreu entre equipe de saúde e policiais militares (PMs), e teria sido provocada por uma falsa denúncia de “negligência médica”. Esta, segundo os servidores, foi feita depois que o marido de uma gestante se revoltou com o fato de a mulher não receber atendimento prioritário – ele queria uma cesárea em serviço de urgência, que não era o caso, conforme a instituição.


Desse modo, ele acionou o escritório de um vereador, cujo assessor compareceu e chamou a corporação. Um maqueiro e uma enfermeira foram presos.


Em uma primeira nota, o Hospital da Mulher e Maternidade Célia Câmara (HMMCC) disse que a a “paciente citada [como uma das responsáveis pelo conflito] tentou ser atendida em desacordo com o protocolo, exigindo passar à frente de outras mulheres, situação que não foi permitida pela equipe”. Em novo posicionamento, o HMMCC reforçou que segue rigoroso protocolo de Classificação de Risco, prestando assistência às pacientes de acordo com a urgência que cada caso exige.


Disse, ainda, que o caso dela não era “emergencial, portanto, devido às urgências que haviam no plantão, gestante foi orientada sobre sinais de alarme para retorno ao Pronto Socorro”. E ainda: “O evento ocorrido foi próximo ao horário de troca de turno, que necessita de tempo hábil para passagem e discussão dos casos entre as equipes.”


O parto da mulher ocorreu no mesmo dia, “não por justificativa do evento ocorrido, mas, sim, por fazer parte da sequência técnica assistencial das situações de urgência identificadas pela equipe de plantão”.


Flagra


Um vídeo do circuito de segurança do hospital mostra uma enfermeira sendo puxada pelo braço e empurrada por um policial militar. Na sequência, a discussão fica mais acalorada, com aglomeração de outras pessoas.


Os profissionais detidos foram levados para a delegacia no carro do diretor do hospital, com a presença da coordenadora, e permaneceram no Instituto Médico Legal (IML) até a madrugada para realizar os exames de corpo de delito. De acordo com a servidora, os colegas apresentavam diversas marcas resultantes das agressões.

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