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Servidor que tentou beijar adolescente é afastado da Câmara de São Luís de Montes Belos

  • há 3 minutos
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Carlos Eduardo Ribeiro foi afastado preventivamente por 60 dias, segundo a Câmara Municipal. Adolescente de 17 anos está passando por acompanhamento psicológico.





G1-Goiás





O assessor legislativo Carlos Eduardo Ribeiro, que tentou beijar uma jovem aprendiz de 17 anos, foi afastado da Câmara Municipal de São Luís de Montes Belos, no oeste de Goiás. A informação foi divulgada pelo órgão em uma rede social oficial no final da noite de quinta-feira (20).


Na publicação, a Câmara manifestou repúdio ao ato registrado em imagens e disse ser inadmissível que situações dessa natureza ainda ocorram. O Legislativo informou que instaurou um processo administrativo disciplinar para apurar os fatos.


Ainda na nota, o órgão comunicou que a adolescente está recebendo o suporte necessário, incluindo acompanhamento psicológico e demais medidas cabíveis de proteção e acolhimento.


À TV Anhanguera, Carlos Eduardo afirmou que ainda aguarda ser oficialmente notificado e que o vídeo divulgado teria sido tirado de contexto.


Carlos Eduardo foi denunciado na terça-feira (18). Na gravação, divulgada pela TV Anhanguera, o homem fica ao lado da jovem, que estava sentada atrás de um balcão, e se abaixa tentando beijá-la. Em seguida, ele vai para o outro lado e tenta colocar um cigarro eletrônico na boca da vítima.


Investigação é sigilosa


A Polícia Civil declarou que o caso está sendo investigado pela Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deam), mas a investigação é sigilosa, pela natureza do crime. O Ministério Público de Goiás (MP-GO) também informou que o processo deve correr em segredo de Justiça, por envolver uma adolescente.


A mãe da jovem contou à TV Anhanguera que a filha foi afastada após o ocorrido, mas o servidor continuou trabalhando na Câmara normalmente.


"Eu não vou ficar calada como mãe. Eu tenho que proteger minha filha. Minha filha não é culpada hora nenhuma disso. Ele não foi afastado do cargo até agora, a minha filha foi afastada. Me pediram sigilo ou silêncio, mas, para mim, isso é uma coisa que não vou me calar", afirmou.


Medo de perder o emprego


A adolescente que denunciou ter sido assediada por um servidor público demorou a relatar o episódio por medo de perder o emprego, de acordo com a mãe da jovem ao g1.


Segundo a mãe, que não quis ser identificada, o caso aconteceu em março deste ano. O servidor atuava como chefe da jovem na Câmara, onde ela trabalha desde o início do ano passado.


A mulher, que é médica, comparou a conduta do investigado ao rigor ético de sua própria profissão e afirmou que, por medo e para não deixar a filha desprotegida durante seus plantões de trabalho, precisou enviar a adolescente para a casa da avó, em outra cidade.


Nota da Câmara Municipal


A Câmara Municipal de São Luís de Montes Belos manifesta seu mais veemente repúdio ao ato retratado nas imagens divulgadas, por se tratar de conduta incompatível com os princípios do respeito, da dignidade humana e da proteção de crianças, adolescentes e mulheres..


É inadmissível que situações dessa natureza ainda ocorram. Assim que tomou conhecimento dos fatos, a Câmara Municipal adotou as providências administrativas cabíveis. Foi instaurado o Processo Administrativo nº 371/2026, com o afastamento preventivo cautelar do servidor pelo prazo de 60 dias.


Posteriormente, por meio da Portaria Administrativa nº 029, de 21 de agosto de 2026, o procedimento passou a tramitar como Processo Administrativo Disciplinar – PAD nº 371/2026, com a designação de Comissão Processante composta por três servidores efetivos e estáveis.


A Comissão será responsável pela apuração dos fatos, com independência, imparcialidade, observância do devido processo legal e preservação do sigilo necessário.


A Câmara informa ainda que, por intermédio da Procuradoria Especial da Mulher, órgão integrante de sua estrutura, a adolescente está recebendo o suporte necessário, incluindo acompanhamento psicológico e demais medidas cabíveis de proteção e acolhimento, sempre com a preservação de sua identidade, intimidade e dignidade.

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