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Senador Weverton Rocha tem familiares investigados pela PF em operação contra lavagem de dinheiro em esquema do INSS

  • há 48 minutos
  • 2 min de leitura

Operação investiga desvios que ultrapassam R$ 6 bilhões e atingem mais de 5 milhões de aposentados



Jornal Opção





A Polícia Federal deu início, na manhã desta terça-feira, 4, a uma nova etapa da Operação Sem Desconto, que apura um esquema criminoso de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).


Nesta fase, as investigações concentram-se no crime de lavagem de dinheiro, com 18 mandados de busca e apreensão sendo cumpridos no Distrito Federal e no Maranhão, todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).


Entre os principais alvos estão o advogado Willer Tomaz e familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA). Embora o parlamentar não tenha sido alvo dos mandados nesta etapa, ele já figura como investigado e chegou a ser alvo de buscas em dezembro do ano passado.


De acordo com a corporação, as diligências desta terça-feira buscam reunir novas provas para esclarecer a origem e a destinação dos recursos, identificar a finalidade dos repasses financeiros e individualizar a conduta de cada um dos envolvidos.


Em um dos endereços vasculhados, os agentes encontraram uma máquina utilizada para contar dinheiro vivo. “As investigações tiveram início após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam sido realizadas por meio da utilização de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações com valores em espécie, com o objetivo de ocultar a origem e a destinação dos recursos”, detalhou a PF em nota oficial.


Desde o começo das apurações, a Polícia Federal já mapeou desvios que superam a casa dos R$ 6,3 bilhões contra os aposentados. As vítimas dos descontos ilegais, articulados no período de 2019 a 2024, chegam a mais de 5 milhões de beneficiários.


Em abril de 2025, as investigações já haviam revelado a dimensão do esquema criminoso, que resultou em bilhões de reais em reembolsos pagos pelo governo Lula para reparar os prejudicados.

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