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Seis são presos em operação que investiga uso de IA de Gusttavo Lima, Frei Gilson e Padre Fábio de Melo em falsas campanhas beneficentes

há 28 minutos
2 min de leitura

Agentes cumprem mandados no Distrito Federal e três estados. Veículos de luxo e criptomoedas foram apreendidas.




G1-Goiás




A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta quarta-feira (28), uma operação contra um grupo suspeito de divulgar falsas campanhas beneficentes na internet. Em 45 dias, os suspeitos chegaram a arrecadar R$ 10 milhões.


Os investigados usavam inteligência artificial para criar vídeos de falsos idosos, crianças e pessoas com doenças graves para sensibilizar e induzir as vítimas a fazerem doações.


De acordo com as investigações, os suspeitos usavam imagens de personalidades como o cantor Gusttavo Lima, Padre Marcelo Rossi e Padre Fábio de Melo, além de representações religiosas, inclusive de Jesus Cristo.


Vídeo divulgado pela corporação mostra uma imagem representando também Frei Gilson.


Os agentes prenderam seis pessoas: duas em Planaltina, no Distrito Federal; uma em Planaltina de Goiás, uma em Uberlândia, Minas Gerais; e uma em Joinville, em Santa Catarina.


Também são cumpridos mandados de busca e apreensão e medidas judicias de bloqueio de ativos financeiros e patrimoniais. Veículos de luxo foram apreendidos, além de criptomoedas avaliadas em R$ 2,14 milhões.


Esquema criminoso


Os vídeos direcionavam as vítimas para páginas na internet que simulavam campanhas beneficentes legítimas. As doações eram de valores pequenos, variando entre R$ 30 e R$ 50. Dessa forma, os investigadores indicam a possibilidade de um número expressivo de vítimas em todo o país.


Os valores arrecadados eram transferidos para contas bancárias controladas pelo grupo. Segundo a Polícia Civil, em apenas 45 dias, entre outubro e novembro de 2025, os suspeitos arrecadaram quase R$ 10 milhões.


Cerca de 60 ocorrências foram registradas no DF, envolvendo empresas apontadas como destinatárias de valores relacionados as fraudes.


Os investigados podem responder por estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.



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