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Redução da maioridade penal será discutida separadamente da PEC da Segurança

há 14 minutos
2 min de leitura

Proposta recebeu 75 votos favoráveis no segundo turno e segue para promulgação; emendas sobre maioridade penal serão discutidas separadamente




O Hoje





O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (3), em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, sem incluir no texto a redução da maioridade penal.


A votação foi concluída depois de um impasse entre governo e oposição, que adiou a análise da matéria em 15 de outubro ainda durante o segundo turno das eleições. Com a aprovação, a proposta segue para promulgação, sem necessidade de retornar à Câmara dos Deputados.


No primeiro turno, a PEC recebeu 73 votos favoráveis e nenhum contrário. Na segunda votação, foram 75 votos a favor e nenhum contra. Antes da análise do texto principal, porém, os senadores precisaram decidir se as mudanças na maioridade penal seriam incorporadas à proposta.


Por 38 votos a 36, com uma abstenção, o plenário aprovou um requerimento do relator, Rogério Carvalho (PT-SE), para retirar o assunto da PEC e permitir que as emendas tramitem separadamente.


A decisão encerrou uma disputa que vinha impedindo o avanço da proposta.


O líder da oposição no Senado e pré-candidato à presidência do Congresso Nacional, Rogério Marinho (PL-RN), havia apresentado uma emenda para reduzir de 18 para 16 anos a maioridade penal como regra geral e para 14 anos em casos de crimes mais graves. Já o governo apresentou uma alternativa para permitir a responsabilização penal a partir dos 16 anos em casos de crimes hediondos.


A divergência entre os dois grupos provocou o adiamento da votação durante campanha de segundo turno.


O governo enfrentou resistência de parte da própria base, especialmente de senadores petistas, que ameaçavam votar contra a PEC caso a redução da maioridade penal fosse incluída no texto. Diante do impasse, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu retirar a matéria da pauta até que houvesse um entendimento. 


Caso os senadores aprovassem emendas que modificassem o conteúdo da proposta, a PEC teria de retornar à Câmara dos Deputados, onde passaria por uma nova votação. Isso prolongaria a tramitação e adiaria a promulgação do texto.


Na sessão desta terça-feira (3), Rogério Marinho voltou a criticar a condução da votação e afirmou que o procedimento impediu o plenário de discutir sua proposta. “A minha preocupação é o que o relator propõe, que, na prática, este plenário seja cerceado, emudecido, haja uma procrastinação, não se permite que a discussão aconteça porque ela constrange parte do plenário.


Por que o governo não tem coragem de dizer que é contra a redução da maioridade penal? O que eu peço é que nos garanta o direito de legislar”, afirmou o postulante ao cargo de presidente do Senado.


O senador Vanderlan Cardoso (PSD) afirmou ser favorável à redução e defendeu que o país enfrente a discussão diante do avanço da criminalidade. “Esse é um debate que o Brasil precisa enfrentar, diante da gravidade de determinados crimes e da necessidade de fortalecer o combate à criminalidade.

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