Rebeca Andrade volta ao Mundial como especialista de salto e trave
Maior estrela do Mundial de Roterdã, brasileira faz trabalho de retorno gradual para estender carreira até as Olimpíadas de Los Angeles 2028 e mantém decisão de não fazer solo
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Rebeca Andrade ocupa o espaço central nas peças de divulgação do Mundial de ginástica artística de Roterdã. Cabe à brasileira de 27 anos o posto de maior estrela da competição, é a mulher mais condecorada do Mundial. Todos querem ver como a campeã olímpica vai voltar a uma grande competição depois de um ano dedicado a recuperar o corpo e a mente do desgaste para conquistar quatro medalhas nos Jogos de Paris 2024.
Uma nova Rebeca vai competir na Holanda a partir de segunda-feira na sua era como especialista de salto e trave. O tão consagrado solo continua fora dos planos. O que não muda é o status de favorita ao pódio.
Desde que voltou às competições em junho, Rebeca Andrade adota o discurso de curtir cada momento. O foca deixou de ser as medalhas, passou a ser estar feliz e saudável. Cuidar do corpo e da mente é a prioridade no caminho rumo a Los Angeles 2028. Por isso, o planejamento para a ginasta é de um retorno gradual, tanto no aspecto físico como no mental.
- Esse retorno é pensado passo por passo para ter uma readaptação. Claro que uma atleta com a experiência dela já tem muito repertório. Aí às vezes a gente precisa trabalhar até para manter esse aspecto gradual e não pular etapas. É um cuidado fundamental para adaptar corpo e mente àquela carga, àquele estímulo - disse Aline Wolff, psicóloga responsável pelo trabalho mental de Rebeca.
Mundial como especialista
Escalada para apenas dois aparelhos, Rebeca entra em uma era de especialista. Vai ser o Mundial em que menos ela vai entrar em ação. Vai fazer no máximo seis séries. Muito menos que as 15 apresentações de 2023, quando faturou cinco medalhas e só ficou fora de uma final.
- O Mundial é uma fase importante da preparação. Esse trabalho vai continuar. A gente não para aqui. Então nós tentamos colocar ela de novo no cenário. Hoje nós temos a atleta apta para competir de uma forma segura - disse Alvaro Margutti, fisioterapeuta da seleção brasileira de ginástica.


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