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Quase 400 mil brasileiros foram afastados do trabalho por transtornos mentais em 2025

  • há 24 minutos
  • 2 min de leitura

Ansiedade, depressão e burnout impulsionam alta dos afastamentos





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Os afastamentos do trabalho por transtornos mentais dispararam no Brasil e tiraram quase 400 mil trabalhadores de suas funções em 2025, segundo levantamentos recentes. O avanço do adoecimento psicológico no ambiente profissional tem preocupado especialistas e autoridades de saúde.


Dados apontam que, entre janeiro e novembro de 2025, foram registrados 393.670 afastamentos por problemas como ansiedade, depressão e esgotamento emocional. O volume representa um crescimento expressivo — cerca de 79% a mais em comparação com 2023, quando houve 219.850 licenças.


Além do impacto humano, o efeito econômico também chama atenção. O pagamento de benefícios relacionados a esses afastamentos já gera custo estimado em cerca de R$ 1 bilhão em um ano.


Ansiedade e depressão lideram


Entre os principais motivos das licenças estão transtornos de ansiedade, episódios depressivos e burnout. Especialistas apontam que fatores como mudanças no mercado de trabalho, pressão por produtividade e reflexos do período pós-pandemia ajudam a explicar a escalada dos casos.


O cenário não é exclusivo do Brasil, mas preocupa pelo volume. O país aparece como líder mundial em diagnósticos de ansiedade, segundo a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT).


Alerta para empresas e trabalhadores


O crescimento contínuo dos afastamentos reforça a necessidade de políticas de prevenção e cuidado com a saúde mental no ambiente corporativo. Especialistas recomendam atenção a sinais como estresse constante, alterações de humor, insônia e queda de rendimento.


A orientação é buscar ajuda profissional ao perceber sintomas persistentes. A expectativa é que o tema ganhe ainda mais relevância nos próximos anos, diante da tendência de alta e do impacto direto na produtividade e na qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros.

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