top of page

Professores reclamam de falta de respeito em reunião para tratar do ano letivo em Goiânia

Mais Goiás


Profissionais relatam desorganização em modulação de contratos (Foto: Arquivo enviado ao Mais Goiás)


Servidores temporários da rede municipal de ensino de Goiânia denunciaram a falta de estrutura e desorganização durante a modulação de contratos realizada pela Secretaria Municipal de Educação (SME) para o ano letivo de 2026. O atendimento ocorreu na manhã desta quarta-feira (14), no Paço Municipal. Imagens e vídeos enviados ao Mais Goiás mostram o primeiro andar da sede da prefeitura lotado, com profissionais em pé, sentados no chão e ocupando escadas.


Um ofício circular foi enviado informando que o atendimento aos servidores temporários foi centralizado no Paço Municipal, no Bloco E, 1º andar, entre os dias 14 e 16 de janeiro, nos horários das 8h às 11h30 e das 13h às 17h. No primeiro dia, foram convocados profissionais das Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) Jarbas Jayme e Brasil Di Ramos Caiado.


Os profissionais atendidos são professores substitutos e servidores contratados para suprir temporariamente vagas de docentes efetivos, além de trabalhadores da limpeza e da merenda escolar afastados. Todos os anos, no início do calendário letivo, esses contratos passam por readequação, processo conhecido como modulação, que redefine a lotação dos profissionais nas unidades educacionais.


A pedagoga Thais Alves relatou ao Mais Goiás que chegou ao local por volta das 7h da manhã e só conseguiu deixar o Paço Municipal no fim da tarde. Segundo ela, a modulação, que em anos anteriores era realizada nas regionais, foi concentrada neste ano na sede da prefeitura, o que contribuiu para a superlotação.


Ainda conforme a pedagoga, 700 senhas foram distribuídas nesta quarta-feira. Ela recebeu a senha de número 377 e, ao sair do local, ainda havia aproximadamente 300 pessoas aguardando atendimento. “Muitos profissionais chegam de madrugada, alguns por volta das 3h ou 5h da manhã, e há casos de pessoas que dormem no local para tentar ser atendidas mais rápido”, relatou.


Thais também criticou os critérios adotados para o atendimento prioritário. “Chamaram pessoas prioritárias, mas informaram que gestantes só teriam prioridade a partir de cinco meses de gravidez”, destacou.


O atendimento aos servidores temporários continua nesta quinta-feira (15) e sexta-feira (16), para profissionais de outras regionais.


Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Educação (SME) esclareceu, em nota, que as prioridades legais foram respeitadas, incluindo o atendimento a gestantes e demais situações previstas em lei.


Segundo a pasta, parte dos servidores optou por comparecer com antecedência ao local, antes do início do atendimento, que começou às 8h, com o objetivo de ampliar as chances de escolha de vagas disponíveis, o que pode ter contribuído para o maior tempo de espera em alguns momentos.


A SME informou ainda que, ao perceber a grande quantidade de pessoas presente logo no início da manhã, adotou providências para ampliar o conforto durante a espera, com a disponibilização de mais cadeiras, instalação de climatizadores, reforço da equipe e reorganização do fluxo de atendimento.


Por fim, a secretaria destacou que os atendimentos previstos para o primeiro dia de lotação foram concluídos com sucesso, dentro do planejamento estabelecido para esta etapa.

 
 
 

Comentários


bottom of page