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Print mostra que falsa médica negociava procedimentos estéticos a partir de R$ 800

Renata Costa Ribeiro é suspeita de usar o registro profissional de uma médica para fazer procedimentos estéticos, em Goiânia. Conversa mostra negociação entre a investigada e uma paciente.


G1-Goiás

Renata Costa Ribeiro é suspeita de usar o registro profissional de uma médica para fazer procedimentos estéticos, em Goiânia - Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera



Uma conversa entre Renata Costa Ribeiro, suspeita de usar o registro profissional de uma médica para fazer procedimentos estéticos, em Goiânia, e uma paciente mostra que ela cobrava a partir de R$ 799 pelos atendimentos. Segundo a Polícia Civil (PC), a mulher não tem formação em medicina.


Ela foi presa em flagrante nesta segunda-feira (30) e, de acordo com a polícia, ficou em silêncio durante o depoimento. A verdadeira dona do registro profissional denunciou o caso.


Na conversa obtida pela TV Anhanguera, a paciente, que preferiu não se identificar, mostra a negociação com Renata para realizar dois procedimentos estéticos. Na imagem, a mulher informa que cobra R$ 2 mil para fazer uma lipoaspiração da papada e R$ 799 a seringa para uma rinomodelação.


Denúncia

O crime foi descoberto na segunda-feira (30), depois que uma médica procurou a delegacia para denunciar que o registro profissional dela estava sendo usado de forma indevida por outra mulher. Os policiais foram até o local indicado pela vítima e encontraram Renata conversando com uma paciente.


Em conversa informal com a polícia, Renata admitiu que usava indevidamente o registro profissional da médica verdadeira. Segundo o delegado, ela chegou a argumentar que tinha conhecimento e sabia o que estava fazendo, apesar de não ter nenhuma formação na área.


“Ela diz que cursou medicina no Paraguai, mas não concluiu e diz que está estudando biomedicina. Mas não apresentou, até o momento, nenhuma comprovação disso”, afirmou o delegado. Renata será investigada por falsificação de documento público e exercício ilegal da medicina.


A médica ginecologista, Renata Costa, dona do registro profissional, contou à TV Anhanguera que uma colega de trabalho ficou sabendo de uma paciente que fez um procedimento e desconfiou que a investigada não era médica. “Ela mandou uma foto com o meu CRM para a paciente”, disse.


Vítimas

O delegado William Bretz revela que Renata começou a atender em 2020. “Após a divulgação do nome e imagem dela, as vítimas começaram a procurar a delegacia dizendo que tiveram complicações após os procedimentos e ouvimos uma que parou em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI),” disse.


Renata atendia em um consultório no Setor Bela Vista, em Goiânia. “A clínica tinha boa aparência, mas uma perícia será feita para saber se há mais alguma irregularidade. Vale dizer que o maior risco é o fato de que ela não tem habilitação para realizar esses procedimentos”, afirmou Bretz.

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