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Prefeito Rogério afasta diretora e nomeia interventora em colégio onde crianças dormiam no chão

Administração da Escola Municipal Frei Nazareno Confaloni



Jornal Opção

Crianças dormindo no chão na Escola Municipal Frei Nazareno Confaloni. | Foto: Divulgação




O prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (Republicanos), disse em coletiva de imprensa que a diretoria da Escola Municipal Frei Nazareno Confaloni, onde crianças foram fotografas dormindo no chão foi afastada de suas funções até a conclusão de um processo administrativo. Jane de Cássia foi afastada e substituída por uma interventora chamada Suelene. A administração da escola não soube informar ao Jornal Opção quanto tempo a ex-diretora vai ficar afastada.


De acordo com o prefeito, a unidade escolar iniciou o ano letivo com um saldo de R$ 473 mil em conta, um recurso suficiente para adquirir todos os itens necessários para a volta às aulas. “Nunca faltou colchonetes nas unidades escolares, na verdade o que houve foi uma falha da diretoria, que já mandamos afastar. É uma situação pontual e tanto que já tiramos do nosso galpão os colchonetes que lá tem para levar para essa escola, que já deveria ter sido solicitado pela diretora”, afirmou Rogério.


De acordo com o Ministério Público de Contas de Goiás (MPC-GO), no fim de 2023, fiscais estiveram em galpões da Secretaria Municipal de Educação (SME) e localizaram materiais novos e guardados há mais de um ano. As denúncias foram feitas por pais e servidores à Comissão de Educação da Câmara de Goiânia, sob presidência da vereadora Aava Santiago (PSDB), que levou o caso ao Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás (TCM-GO) e à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.


Em resposta, a Secretaria Municipal de Educação disse que “envia recursos de forma sistemática para a alimentação e para a aquisição de materiais utilizados pelas crianças durante o período em que permanecem nas unidades educacionais” (confira a nota ao final).


Com o início do ano letivo, inúmeros responsáveis e servidores dessas instituições têm relatado uma série de falhas por parte da gestão municipal em relação ao retorno às aulas. Dentre as principais preocupações, destacam-se a falta de materiais escolares, colchões para os alunos em período integral, uniformes e outros itens básicos essenciais nas instituições de ensino.


Além disso, há relatos de escassez de profissionais pedagogos, com a substituição destes por auxiliares que estão dobrando a escala para suprir a carência. Os profissionais também reclamam da redução do intervalo para almoço, limitado a apenas 15 minutos, e da proibição de almoçar com os alunos, sendo permitido apenas fora da instituição. Além disso, a verba destinada para a merenda escolar é considerada insuficiente, resultando em situações alarmantes como merenda reduzida para crianças que, por vezes, passam o dia todo na unidade.


É importante ressaltar que, mesmo diante desses problemas, o Poder Executivo tem investido vultuosas quantias em obras, solicitando à Câmara autorização para gastos de aproximadamente R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais) na construção de novos CMEIs. A denúncia foi feita pela vereadora Aava Santiago (PSDB).

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