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“Precisamos de respostas e soluções reais", diz Caiado em reunião com presidente da Equatorial

Segundo o governador, não é esperado "uma vara de condão para resolver magicamente todos os problemas, mas queremos investimentos, planejamento diante de mudanças climáticas, transparência e melhor comunicação com os goianos”


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(Foto: Cristiano Borges - Governo de Goiás)


O governador Ronaldo Caiado (União Brasil) se reuniu com o presidente da Equatorial no estado, Lener Jayme, para discutir as quedas de energia ocorridas nos últimos dias, em Goiás. O encontro aconteceu no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia, nesta quinta (28). “Precisamos de respostas e soluções reais”, pontuou o gestor estadual.


Segundo ele, não é esperado “uma vara de condão para resolver magicamente todos os problemas, mas queremos investimentos, planejamento diante de mudanças climáticas, transparência e melhor comunicação com os goianos”. Ao governador, Lener justificou a onda de calor como um dos principais problemas. Ele esclareceu que a situação sobrecarregou os sistemas de distribuição do Brasil inteiro.


O empresário ainda justificou que a direção do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) determinou, por exemplo, na tarde de quarta (27), a interrupção da energia em subestações da região sudeste de Goiás para reduzir o impacto de sobrecargas. Caiado, então, antecipou a necessidade de preparação para o período chuvoso.


“São questões sazonais que exigem ações preventivas. O sistema deve ser reforçado para evitar danos maiores”, cobrou. Destaca-se, a fiscalização do serviço é atribuição do Governo Federal, por meio da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ainda assim, o governador tem repetido que vai acompanhar de perto soluções para o problema.


Rede degradada


É preciso dizer, o próprio presidente afirmou que a empresa não está preparada para o período chuvoso. A fala foi dada na sede da companhia, na quarta (27). A empresa assumiu a concessão da distribuição de energia elétrica em Goiás em dezembro de 2022, após venda da Enel. Em nove meses de trabalho, segundo o executivo da Equatorial, foram investidos mais de R$ 1,3 bilhão.


Lener afirmou, ainda, que a empresa encontrou em Goiás uma estrutura “extremamente degradada”, justamente pela falta de investimentos. Além disso, ele apontou aumento de praticamente 7% na carga de energia em todo o país em função da onda de calor. Em Goiás, algumas regiões superaram 16%, o que considera algo fora da curva, o que, com uma rede degradada, que sofre sobrecarga acaba gerando os “desarmes”.


As transmissoras de energia no estado também apresentaram problemas, segundo o presidente, na capital e no Sul de Goiás. Aliado a isso, há problemas nas redes internas de condomínios, por exemplo, que não estão preparadas para o novo padrão de consumo e acaba gerando as quedas. “O que posso garantir é que a qualidade vai ser melhor gradativamente. Em 2024, vai ser melhor do que em 2023. Uma rede preparada para o período chuvoso e não ter impacto demora.”


As falas do presidente da Equatorial repercutiram, ainda na quarta, na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).


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