Polícia apreende quase 40 quilos de “cocaína negra” no Amazonas; droga passa despercebida até por cães farejadores
- pereiraalves4
- 17 de nov.
- 2 min de leitura
Devido à alteração na substância para deixar quase indetectável por cães e testes rápidos, droga chega a ser 10 vezes mais cara que a cocaína tradicional
Jornal Opção

Cerca de 40 quilos de “cocaína negra” foram apreendidos em fundos falsos de móveis e quadros dentro de uma mansão de luxo em Manaus (AM). A droga é modificada para ser quase impossível de detectar por cães farejadores e testes rápidos. A investigação aponta que a droga veio do Peru e iria para a Austrália.
Os caseiros da casa foram presos e negaram conhecimento da droga. A dona da residência não estava no Brasil, mas se colocou à disposição para contribuir com as investigações, segundo a defesa. Ambos são peruanos.
A casa onde estava escondida a droga servia de base para guardar e também como ponto de distribuição do entorpecente. A residência, que contava com campo de futebol e heliporto, era tido, à princípio, “acima de qualquer suspeita”, segundo o delegado Rodrigo Torres, diretor do departamento de Investigação sobre Entorpecentes (Denarc).
Na primeira abordagem realizada, os policiais encontraram 16 quilos de cocaína tradicional. No entanto, foi encontrado um caderno com anotações do tráfico. Ao folhearem o material na delegacia, notaram os dizeres: “40 quilos, 42 quilos dentro de cadeiras e quadros”.
Os agentes retornaram à mansão com cães farejadores, mas os animais não encontraram nada. A droga só foi localizada com trabalho manual realizado pelos policiais nos móveis, que contavam com fundos falsos.
A droga não reagiu aos testes preliminares. Segundo a perícia, os traficantes modificam quimicamente a substância, adicionando carvão ativado e outros corantes. Essas substâncias formam um complexo que impede a reação química que gera a cor azul característica do teste e também mascara o odor.
Por causa disso, além da difícil detecção, a droga tem alto valor comercial, sendo até 10 vezes mais cara do que a cocaína tradicional.

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