Policial é preso por destruir posto após se revoltar por frentista cobrar R$ 1 para calibrar pneu, diz polícia
Policial rodoviário federal ameaçou o frentista de morte após se desentender com ele pela cobrança. Em seguida, ele retornou com um pedaço de pau e depredou uma loja do posto.
G1-Goiás

Um policial rodoviário federal que estava de folga foi preso após ameaçar um frentista e destruir uma loja de conveniências de um posto de combustíveis, em Anápolis, na região central de Goiás.
De acordo com informações da Polícia Militar repassadas à Polícia Civil, a confusão teria começado após o policial ter se recusado a pagar R$ 1 para calibrar os pneus do seu carro.
O delegado Rafhael Barboza, coordenador da Central de Flagrantes, disse que foi o próprio PRF que ligou para a polícia, dizendo ter problemas psiquiátricos.
"Na própria ligação disse que se não chegasse logo, ele iria matar o frentista", disse o delegado.
Em nota, a PRF disse que o agente não estava em serviço no momento do ocorrido e que o caso será devidamente apurado.
O policial foi autuado por ameaça, dano, desobediência e desacato. Segundo o delegado, ele foi liberado após pagar fiança.
O caso aconteceu na noite de sábado (11), na Avenida Universitária, no bairro Maracanã. De acordo com o registro da ocorrência, o policial estava armado com uma faca e, antes de deixar o local, afirmou que retornaria com uma arma de fogo para matar o funcionário.
Minutos depois, ele retornou ao local com um pedaço de madeira, passando a depredar, quebrando a porta de vidro e diversos objetos pertencentes à loja de conveniência.
Após a chegada dos policiais militares e também de outro PRF, o agressor passou também a ameaçá-los e desacatá-los. Por conta da situação, ele foi contido pelos policiais com o uso de uma taser. Em seguida, o PRF foi atendido no Hospital Alfredo Abraão, para a retirada dos dardos da arma de choque.
Leia a íntegra da nota da PRF:
"A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informa que tomou conhecimento de ocorrência envolvendo um de seus servidores, o qual não se encontrava em serviço nem no exercício de suas atribuições funcionais no momento dos fatos.
A Instituição esclarece que o caso será devidamente apurado, com a finalidade de verificar a existência de infração aos deveres funcionais.
A PRF reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a observância dos princípios que regem a Administração Pública, permanecendo à disposição para colaborar com os órgãos competentes na apuração dos fatos".


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