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Policial aposentado encontrado desnutrido morre após quase 2 semanas internado

  • há 49 minutos
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Policial aposentado encontrado desnutrido morre em Goiânia (Foto: Reprodução)


Depois de quase duas semanas internado em estado gravíssimo, morreu o policial civil aposentado, de 66 anos, que foi resgatado desnutrido, desidratado e com feridas pelo corpo em Goiânia. Com o falecimento da vítima, a Polícia Civil informou que a investigação será atualizada e o caso poderá passar a incluir a agravante de resultado morte no crime de maus-tratos. O suspeito, um homem de 25 anos que se apresentava como filho de criação do idoso, continua preso.


De acordo com a certidão de óbito, o aposentado morreu em decorrência de uma sepse, infecção generalizada provocada pelas feridas causadas pela permanência prolongada na mesma posição sem os cuidados necessários. Para a Polícia Civil, mesmo o idoso apresentando problemas de saúde, a falta de higiene, de movimentação e de assistência adequada agravou significativamente seu estado clínico.


O caso foi descoberto no dia 13 de julho, quando as irmãs do policial conseguiram entrar na residência após meses enfrentando dificuldades para visitar o idoso. Segundo o delegado Vladimir Freire, o cuidador impedia a entrada dos familiares e, em diversas ocasiões, o contato acontecia apenas pela janela da casa.


Ao entrarem na residência, os parentes encontraram o aposentado extremamente magro, desidratado, sem conseguir se levantar e com diversas lesões pelo corpo. O Corpo de Bombeiros foi acionado e realizou o resgate, encaminhando a vítima para uma unidade de saúde.


O relatório médico apontou que o paciente deu entrada no hospital em estado gravíssimo, com desnutrição severa, pouca resposta aos estímulos, além de feridas infectadas nas costas e nos glúteos. Devido à gravidade do quadro, ele não conseguiu prestar depoimento durante a investigação.


No mesmo dia do resgate, o homem de 25 anos que era responsável pelos cuidados do aposentado foi preso em flagrante. Em depoimento, ele afirmou que o policial já enfrentava problemas de saúde e teria decidido interromper o tratamento médico por vontade própria. Para o delegado, essa versão não afasta a responsabilidade de quem assumiu os cuidados do idoso.


Durante as investigações, os policiais também identificaram indícios de que o filho adotivo se apropriava dos benefícios financeiros recebidos pela vítima. Por esse motivo, além dos maus-tratos, ele também foi indiciado por apropriação dos proventos do aposentado.


Novo inquérito


O inquérito havia sido concluído e encaminhado ao Poder Judiciário na semana passada pelos crimes de maus-tratos contra pessoa idosa e apropriação dos proventos da vítima. Com o falecimento, o procedimento vai ser atualizado para refletir a nova situação.


O delegado explicou que a legislação prevê o agravamento da pena quando a vítima morre em consequência dos maus-tratos. Ele destacou ainda que caberá ao Ministério Público aditar a denúncia e ao Judiciário avaliar se há elementos para um eventual enquadramento por homicídio.

 
 
 
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