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Polícia prende 7 pessoas por apologia ao nazismo no Rio Grande do Sul

A Operação Accelerare teve início em maio deste ano a partir de denúncia anônima sobre a existência de grupos extremistas e neonazistas no Rio Grande do Sul


Mais Goiás

Foto: divulgação


A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu sete pessoas por apologia ao nazismo e associação criminosa em terceira fase de operação que investiga, desde maio deste ano, existência de diversos grupos neonazistas e extremistas no Estado, informou nota publicada no site do Ministério da Justiça e Segurança Pública nesta terça-feira.


A Fase 3 da Operação Accelerare contou com a participação de cerca de cem policiais, que cumpriram mandados de busca e apreensão e prisão preventiva para desarticular organização criminosa de prática de apologia ao nazismo.


Segundo a nota, o Ministério da Justiça apoiou a operação do Rio Grande do Sul por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública com reforço das polícias de São Paulo, Paraná e Ceará.


A Operação Accelerare teve início em maio deste ano a partir de denúncia anônima sobre a existência de grupos extremistas e neonazistas no Rio Grande do Sul. Foi colocada em prática, a partir de então, a primeira fase da operação em que três suspeitos — já monitorados pela Delegacia de Combate à Intolerância (DPCI) e pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin)— foram presos em flagrante.


A segunda fase da operação ocorreu em junho, quando foram apreendidos celulares e computadores. A partir dos dados extraídos dos aparelhos, com o apoio de peritos do Instituto Geral de Perícias (IGP), foram identificadas células neonazistas com características extremistas, separatistas e racistas.


Também foi possível levantar integrantes desses grupos e suas lideranças, levando a operação à sua terceira fase.


“Até o momento, foram presas sete pessoas e apreendido um adolescente infrator, bem como materiais e simbologias de apologia ao nazismo, fardas da SS, armas brancas, simulacros de arma de fogo e literatura fascista e nazista”, diz a nota do Ministério da Justiça.

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