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PMs investigados por série de assassinatos em Goiás são mantidos presos pela Justiça

Suspeitos são investigados pela morte de sete pessoas para se livrarem de provas ligadas do assassinato de um empresário, em Anápolis. 10 PMs foram presos durante operação da Polícia Civil.


G1-Goiás

Fábio Alves Escobar Cavalcante foi morto a tiros em Anápolis, Goiás — Foto: Reprodução


Os policiais militares investigados por uma série de assassinatos são mantidos presos pela Justiça. Os 10 PMs são suspeitos de matar sete pessoas para se livrarem de provas relacionadas ao assassinato do empresário Fábio Alves Escobar Cavalcante, em 2021, em Anápolis, a 55 km de Goiânia.


A informação foi obtida pela TV Anhanguera após os investigados passarem por uma audiência de custódia na tarde desta quarta-feira (20). Conforme apurado pela emissora, a Justiça decidiu que os suspeitos devem ficar presos até o fim das investigações, que ocorrem dentro da Operação Tasarac.


Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que não compactua com nenhum tipo de desvio de conduta. A Corregedoria da Polícia Militar (PM) informou que abriu os procedimentos legais cabíveis e, também em nota, o Ministério Público (MP) disse que acompanha a investigação.


Veja quem são os policiais presos na Operação Tesarac:

  • Glauko Olivio de Oliveira

  • Marcos Jesus Rodrigues

  • Almir Tomás de Aquino Moura

  • Erick Pereira da Silva

  • Thiago Marcelino Machado

  • Adriano Azevedo Souza

  • Wembleyson Azevedo Lopes

  • Jhonatan Ribeiro de Araújo

  • Marco Aurélio Silva Santos

  • Rodrigo Moraes Leal


Em nota, o advogado do policial militar Adriano Azevedo Souza afirmou que a prisão é desnecessária, pois o investigado é honrado e serviu a corporação por muitos anos. Já a defesa do policial Jhonatan Ribeiro de Araújo afirmou que irá se manifestar após ter acesso a todo o conteúdo da investigação.


Denúncia

Os policiais militares foram presos na terça-feira (19) durante a operação que investiga assassinatos em Anápolis e Terezópolis de Goiás.


Segundo a denúncia, uma testemunha chegou a dizer que o policial Glauko Olivio de Oliveira “plantou” uma arma de fogo, utilizada para matar Bruna Vitória Rabelo Tavares, com a finalidade de atribuir a autoria do homicídio dela aos outros amigos mortos na ocasião - Gabriel Santos Vital, Gustavo Lage Santana e Mikael Garcia de Faria.


O grupo de policiais é suspeito também de coletar informações prévias sobre as vítimas, como fotografia da placa de carro e localização em tempo real. Eles faziam o monitoramento e tinham até equipamento de rastreamento eletrônico, que foi colocado no carro de uma das vítimas.


Segundo as conversas de Marco Aurélio Silva Santos, Thiago Marcelino Machado e Adriano Azevedo Souza, os policiais militares envolvidos executaram um dos confrontos no período noturno, horário em que a rua ficaria com menos movimento de pessoas e carros.


A denúncia apontou ainda que os policiais tinham movimentações bancárias incompatíveis com os rendimentos da Polícia Militar. Consta que Marcos Jesus Rodrigues movimentou cerca de R$ 6 milhões de reais durante o período de 4 anos, enquanto que Almir Tomas de Aquino Moura movimentou R$ 5,8 milhões de reais.

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