PM acusado de matar mecânico que tentou fugir de blitz vira réu
- pereiraalves4
- há 4 horas
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Marcus estava no banco do passageiro de um carro que fugiu de uma blitz em Goiânia. O processo contra o PM chegou a ser arquivado, mas foi reaberto após a família entrar com recurso.
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O policial militar acusado de matar o mecânico Marcus Phelipe Souza de Almeida, de 27 anos, virou réu após a denúncia do Ministério Público de Goiás ser aceita pela Justiça. Marcus estava no banco do passageiro de um carro que fugiu de uma blitz em Goiânia. O processo contra o PM chegou a ser arquivado, mas foi reaberto após a família entrar com recurso.
O g1 não conseguiu localizar a defesa dos policiais até a última atualização desta reportagem. O g1 entrou em contato com a Polícia Militar para um posicionamento sobre o PM ter se tornado réu, mas não obteve retorno até a última atualização. Quando o caso foi reaberto, a corporação informou que permanece cumprindo todas as determinações emitidas pelas autoridades competentes.
A defesa da família da vítima afirma que vê um excesso por parte dos policiais, visto a regulamentação para situações como a que Marcus foi morto. Segundo a defesa da família da vítima, a reabertura do inquérito foi a melhor decisão.
"Quando tivermos uma decisão de fato do Poder Judiciário, uma decisão dos jurados do Conselho de Sentença, nós até podemos concordar desde que essa decisão venha por meio de um segmento processual adequado. Nós não concordamos com o arquivamento precoce do processo, por óbvio, a nossa visão é muito equivocada”, informou a defesa.
Mecânico morto ao fugir de blitz
Marcus Phelipe foi morto em outubro de 2023, no Setor Residencial Bouganville, em Goiânia, durante a operação de trânsito "Balada Responsável". Ele estava com um colega e iam para uma festa em direção a Aragoiânia.
Na época, a Polícia Militar alegou ter existido um confronto entre as pessoas que estavam no veículo e a equipe policial. Segundo a nota da PM, "após o carro desobedecer à ordem de parada, os agentes acompanharam o veículo e, em seguida, houve confronto com a equipe policial".
A família da vítima não acredita que ele tenha atirado contra os policiais e que a arma tenha sido plantada. De acordo com o inquérito da Polícia Civil, os militares concordaram parcialmente sobre a tentativa de fuga, mas apresentaram divergências sobre a suposta troca de tiros e sobre quem teria dado o tiro que o matou.






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