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Plano prevê restrição de estacionamento em avenidas de alto fluxo de Goiânia

A ideia é desobstruir 11 vias arteriais




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Sistema já acontece em avenidas como 85 e T63, onde o fluxo de veículos é liberado nas três faixas (Foto: Jucimar de Sousa)




O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), pretende executar ainda no primeiro trimestre da gestão, um conjunto de medidas para a mobilidade urbana e o trânsito da capital.


O plano de desobstrução de vias, que faz parte de um projeto amplo e durante a transição foi chamado de Rotas Fluídas prevê a desobstrução de 11 vias arteriais, em que, não será mais permitido o estacionamento de veículos na lateral das calçadas, exceto se houverem baías para isso.


Parte do plano será apresentado nesta sexta-feira (7), por Mabel e o secretário de Engenharia de Trânsito, Tarcísio Abreu, em uma cerimônia no Paço Municipal.


O documento que deverá ser apresentado parcialmente na solenidade e detalha as ações de intervenção prioritárias que serão realizadas até a segunda quinzena de abril. Mabel também deverá dar detalhes sobre o plano de metronização, anunciado por ele no final do mês passado.


Entre as vias que receberão ações imediatas estão a Avenida Jamel Cecílio (2,6 km), a Avenida 136 (1,4 km) e a Avenida Anhanguera, com 14,5 km de intervenções. O objetivo é que nestas vias, os veículos utilizem todas as faixas para tráfego. O projeto se assemelha ao que já acontece na Avenida T63.


No total, são 53 km de intervenção em sentido único e 106 km em sentido bidirecional. O documento, elaborado pela equipe de transição, prevê melhoria no fluxo de trânsito a partir das medidas.


O documento cita gargalos estruturais e comportamentais que impactam diretamente na fluidez do tráfego. O estudo aponta que a frota de veículos de Goiânia cresceu 44% desde 2010, chegando a aproximadamente 914 mil automóveis e motocicletas registrados até setembro de 2024.


O levantamento aponta que o aumento foi ainda mais expressivo, se considerada toda a Região Metropolitana, alcançando 69% no caso dos automóveis e 87% para as motocicletas. Em contrapartida, o transporte coletivo teve uma redução de passageiros de aproximadamente 40%. O Paço quer reverter isso e criar mecanismos que estimulem o goianiense a usar ônibus. 


Principais medidas previstas


O plano de desobstrução das vias, está dividido em três eixos principais: engenharia de tráfego, fiscalização e regulamentação do uso das vias.


Entre as ações previstas para os primeiros 100 dias estão:


  • Alteração nos tempos dos semáforos e sincronização dos sinais em vias arteriais para reduzir tempos de espera e melhorar a fluidez do trânsito.

  • Readequação de estacionamentos em vias com alto fluxo, incluindo a retirada de vagas à direita para ampliar a capacidade viária.

  • Fiscalização rigorosa de infrações que impactam o tráfego, como estacionamento em fila dupla, invasão de faixas exclusivas de ônibus e carga e descarga em horários de pico.

  • Criação de baias físicas para paradas de ônibus e veículos de carga de pequeno porte, facilitando o embarque e desembarque sem comprometer a circulação dos demais veículos.

  • Liberação de conversões à direita em cruzamentos semaforizados, quando viável, para reduzir retenções desnecessárias.

  • Aprimoramento da sinalização vertical e horizontal, proporcionando maior previsibilidade para motoristas e pedestres.


O planejamento completo inclui ainda estudos de médio e longo prazo para obras estruturais, como viadutos e passagens elevadas, além da implantação de um sistema de controle semafórico inteligente, que ajustará os tempos dos sinais conforme a demanda do tráfego em tempo real.

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