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PL prepara anúncio de Rogério Marinho como candidato à presidência do Senado

há 9 horas
2 min de leitura

Com 28 senadores a partir da próxima legislatura, partido quer garantir espaço na Mesa Diretora e na divisão das comissões ao defender candidatura própria para comandar a Casa



Jornal Opção





O Partido Liberal (PL) deve formalizar na próxima quarta-feira, 4, o nome de Rogério Marinho (RN) como candidato à presidência do Senado na disputa marcada para fevereiro de 2027. A sigla pretende insistir em um integrante próprio para comandar a Casa e defenderá a indicação do senador, atualmente líder da oposição.


A movimentação ocorre porque o partido quer evitar isolamento mesmo após conquistar a maior bancada de deputados e, com isso, perder espaço na divisão de comissões. O senador Flávio Bolsonaro (PL) já anunciou a intenção de indicar Marinho para a disputa.


O PL terá a maior bancada do Senado a partir dos novos senadores eleitos em outubro: serão 28 parlamentares. Esse peso, porém, não elimina a disputa interna pela Mesa Diretora.


O atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tenta se reeleger e trabalha para conquistar votos até de senadores de partidos da oposição, como PL, PP e Republicanos, no qual, os dois últimos partidos já anunciaram apoio à reeleição do amapaense. 


A votação para o comando do Senado é secreta, e o anúncio formal das legendas não garante os votos de todos os congressistas. Além disso, a definição dos blocos partidários no Senado costuma ocorrer depois da eleição da Mesa Diretora. Essa ordem reduz a capacidade de pressionar o PL a se juntar a Alcolumbre antes da votação. 


Entre parlamentares de oposição, há uma avaliação de que a carta escrita por Flávio Bolsonaro, na qual ele se autodeclarou “presidente eleito” e depois mudou para “líder do Brasil”, enfraqueceu a candidatura de Marinho. Ainda assim, na quarta-feira, 28, Marinho confirmou que deverá ser o candidato da legenda.


Senadores avaliam, por outro lado, que Marinho comandaria o Senado sem autoridade e “precisando ligar para os Estados Unidos” para definir o rumo da Casa. O senador foi um dos coordenadores da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.

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