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PF mira médico suspeito de usar verba da Covid-19 para pagar propina a fiscais em Goiás

  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

Esquema utilizava empresas de fachada e contratos de "quinteirização" para inflar valores e garantir o pagamento de propina





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A Polícia Federal (PF) investiga um médico por suposto desvio de recuros da Covid-19 para o pagamento de propina a fiscais em Goiás. Apuração, que envolve a Controladoria Geral da União (CGU), revelou que servidores públicos encarregados de fiscalizar contratos de saúde em Goiás recebiam dinheiro para ignorar irregularidades.


Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa do médico, no Jardim Goiás, e também na residência do pai dele, no Setor Sul. O investigado é responsável por uma Organização Social (OS) que administrava – à época da pandemia – várias unidades de saúde no estado, incluindo o Hospital de Urgências de Goiás (Hugo).


Ao todo, são cumpridos 50 mandados judiciais, sendo quatro de prisão preventiva e 46 de busca e apreensão, no âmbito das operações simultâneas Rio Vermelho e Makot Mitzrayim. As ações ocorrem em Goiânia (GO), Brasília (DF), São José do Rio Preto (SP) e em cidades dos estados de Tocantins (TO) e Maranhão (MA).


Desvio de verbas da Covid-19


O esquema envolvia contratos superfaturados e o uso de empresas parceiras para desviar recursos destinados ao combate à pandemia.


As investigações apontam que a estrutura da Organização Social alvo das ações era utilizada para viabilizar lucros indevidos por meio de simulações de concorrência e direcionamento de editais, nos quais empresas ligadas ao dirigente da OS eram contratadas com valores acima do mercado.


O braço da investigação batizado de Operação Rio Vermelho foca especificamente na gestão de recursos destinados ao enfrentamento da pandemia de Covid-19 em unidades de campanha.


Segundo a PF, o esquema era alimentado pelo superfaturamento de serviços: o excedente financeiro, além de enriquecer os envolvidos, servia para garantir o “silêncio” e a conivência de agentes públicos que deveriam fiscalizar a execução dos contratos em unidades como o Hugo.



Já a Operação Makot Mitzrayim revelou um mecanismo de “quarteirização” e “quinteirização” de serviços. A OS subcontratava empresas para tarefas que nunca eram entregues na totalidade ou que possuíam valores inflados para gerar o excedente usado no pagamento de propina.


Além das buscas nas residências no Jardim Goiás e no Setor Sul (casa do pai do investigado, que não é alvo direto das apurações), a Polícia Federal identificou que o esquema causava a precarização das relações de trabalho nas unidades de saúde.


Isso ocorria porque as estruturas simuladas visavam apenas a maximização de ganhos para o gestor da OS, em detrimento da qualidade do atendimento hospitalar e dos direitos dos profissionais de saúde.


O nome dos investigados não foi divulgado e suas defesas não foram localizadas até o fechamento desta edição. O espaço permanece aberto para manifestações.



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