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PF faz operação para prender suspeitos de planejar morte de autoridades

Policiais cumprem 21 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão em quatro estados


G1

Mandados foram cumpridos em quatro estados


Além de homicídio, os suspeitos pretendiam sequestrar autoridades públicas, segundo a PF.


Os policiais identificaram ainda que os ataques poderiam ocorrer de forma simultânea.


Outro alvo do grupo era Lincoln Gakyia, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), de Presidente Prudente, interior de São Paulo, devido às investigações comandadas por ele.


De acordo com o blog da jornalista Andréia Sadi, um comandante de Polícia Militar também era alvo dos atentados. 'Era um ataque nacional', disse Dino em resposta a mensagens enviadas pelo blog.


Segundos os investigadores, até por volta de 9h40 estavam confirmados mandados contra os seguintes suspeitos (outros nomes não foram divulgados):

  • Janeferson Aparecido Mariano;

  • Patrick Uelinton Salomão;

  • Valter Lima Nascimento;

  • Reginaldo Oliveira de Sousa;

  • Sidney Rodrigo Aparecido Piovesan;

  • Claudinei Gomes Carias;

  • Herick da Silva Soares;

  • Franklin da Silva Correa.


Investigações

Segundo investigadores, a retaliação a Moro era motivada por mudanças no regime de visitas em presídios. Criminosos também trabalhavam com a ideia de sequestrar o senador como forma de negociar a liberação de Marcola. Ao menos dez criminosos se revezavam no monitoramento da família do senador em Curitiba, segundo agentes.


Até a última atualização desta reportagem, a PF não havia informado qual era a portaria que motivou os planos dos criminosos e por que Moro estava entre os alvos mesmo, tendo deixado o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2020.


Os alvos alugaram chácaras, casas e até um escritório ao lado de endereços de Sergio Moro. A família do senador também teria sido monitorada por meses pela facção criminosa, apontam os investigadores.


Nas redes sociais, o ministro da Justiça, Flávio Dino, comentou a operação e confirmou que as vítimas seriam um senador e um promotor de Justiça (veja publicação acima). "Hoje a Polícia Federal está realizando prisões e buscas contra essa quadrilha", afirmou.


Por meio de uma rede social, Moro também comentou sobre a operação e afirmou que vai fazer um pronunciamento sobre ser alvo de ameaças de um grupo criminoso.

"Sobre os planos de retaliação contra minha pessoa, minha família e outros agentes públicos, farei um pronunciamento à tarde na tribuna do senado. Por ora, agradeço a PF, PM/PR, Polícias legislativas do Senado e da Câmara, PM/SP, MPE/SP, e aos seus dirigentes pelo apoio e trabalho realizado", cita a postagem.


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