top of page

PCGO prende dupla que se passava por delegado para aplicar golpes

Ação conjunta entre Goiás, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro resulta em prisões e apreensões em investigação que envolve extorsão e chantagem virtual


Olha Goiás



A Polícia Civil de Goiás, em parceria com o 5º Distrito Policial da 2ª Delegacia Regional de Aparecida de Goiânia - 2ª DRP, em uma operação conjunta com a Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul e da Polícia Civil do Rio de Janeiro, desencadeou a Operação Delta Fake.


A ação teve como alvo uma rede criminosa envolvida no “Golpe do Nude/Falso Delegado”, resultando na execução de dois mandados de prisões temporárias e buscas e apreensões na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul.


O desdobramento da operação teve início após uma tragédia em Aparecida de Goiânia, onde uma vítima, cuja identidade está preservada, enfrentou intensas extorsões por parte do grupo criminoso e, após sofrer prejuízos financeiros que ultrapassaram a marca de R$ 20 mil, optou por tirar a própria vida, no dia 30 de agosto deste ano.


O modus operandi da quadrilha, que geralmente seleciona homens como alvo, envolve a criação de perfis falsos em redes sociais, utilizando identidades fictícias de mulheres. Após conquistar a confiança das vítimas através de solicitações de amizade, os criminosos passam a trocar mensagens privadas, solicitando números de telefone e estabelecendo comunicação íntima.

A partir desse ponto, as vítimas recebem fotos e vídeos supostamente enviados pela fictícia mulher. O golpe, no entanto, se desenrola quando um dos criminosos, fingindo ser um parente da suposta mulher, alega que ela é menor de 14 anos e tentou tirar a própria vida devido às mensagens trocadas com a vítima.


Para evitar a exposição da situação, o criminoso exige uma quantia em dinheiro para custear um tratamento fictício em uma clínica psiquiátrica onde a “menor” estaria internada, fornecendo recibos falsos da suposta instituição de saúde.


Nesse momento, o falso parente ameaça que “entrará em contato com um Delegado de Polícia para pedir a prisão da vítima”, usando nomes e fotos de agentes de segurança pública para se passar por delegados. As vítimas, então, são coagidas a destruir os chips de celular, interromper o uso das redes sociais e manter em segredo a situação.


Durante a conversa, o falso delegado chega a afirmar que a investigação por pedofilia será arquivada mediante o pagamento de R$ 53 mil pelo tratamento da suposta adolescente, além de ameaçar emitir um mandado de prisão contra a vítima em caso de recusa.

22 visualizações0 comentário

Comments


bottom of page