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Pastores são alvo de operação por aplicar golpes em 50 mil pessoas

Mandados são cumpridos no DF, Goiás e em outros três estados. Ao menos 200 pessoas participavam dos esquema criminoso


Jornal Opção

Osório é apontado pela PC como líder do grupo criminoso que conta com 200 integrantes, e pode ter provocado um prejuízo de R$ 15 milhões a fiéis de Goianésia (GO), em 2018. Foto: redes sociais



O pastor Osório José Lopes Júnior foi alvo de uma operação nesta quarta-feira, 20, suspeito de aplicar golpes em mais de 50 mil pessoas em todo país e no exterior. Além do religioso, um outro pastor que não teve o nome divulgado também é alvo da operação. Os dois não foram localizados pela Polícia Civil do Distrito Federal e são considerados foragidos. O golpe pode ser considerado um dos maiores do Brasil.


Osório, apontado como líder do grupo criminoso que conta com 200 integrantes, conforme a PC, é conhecido por ter provocado um prejuízo de R$ 15 milhões a fiéis de Goianésia (GO), em 2018. Além dos mandados de prisão preventiva contra a dupla de pastores, a PC cumpre 16 mandados de busca e apreensão no DF, Goiás, Mato Grosso, Paraná e São Paulo.


A investigação aponta que os suspeitos formavam uma rede criminosa muito bem organizada, com estrutura ordenada e divisão de tarefas, especializada no cometimento de diversos crimes, como falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, e estelionatos por meio de redes sociais. As vítimas eram induzidas a investir quantias em dinheiro com a promessa de recebimento futuro de quantias bilionárias.


O pastor Osório José Lopes Júnior foi alvo de uma operação nesta quarta-feira, 20, suspeito de aplicar golpes em mais de 50 mil pessoas em todo país e no exterior. Além do religioso, um outro pastor que não teve o nome divulgado também é alvo da operação. Os dois não foram localizados pela Polícia Civil do Distrito Federal e são considerados foragidos. O golpe pode ser considerado um dos maiores do Brasil.

Osório, apontado como líder do grupo criminoso que conta com 200 integrantes, conforme a PC, é conhecido por ter provocado um prejuízo de R$ 15 milhões a fiéis de Goianésia (GO), em 2018. Além dos mandados de prisão preventiva contra a dupla de pastores, a PC cumpre 16 mandados de busca e apreensão no DF, Goiás, Mato Grosso, Paraná e São Paulo.

A investigação aponta que os suspeitos formavam uma rede criminosa muito bem organizada, com estrutura ordenada e divisão de tarefas, especializada no cometimento de diversos crimes, como falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, e estelionatos por meio de redes sociais. As vítimas eram induzidas a investir quantias em dinheiro com a promessa de recebimento futuro de quantias bilionárias.



Vítimas e golpistas evangélicos


Usando a religião, os golpistas abordavam as vítimas, em sua grande maioria evangélicas, pelas redes sociais e invocavam uma teoria conspiratória apelidada de “Nesara Gesara” para convencê-las a investir suas economias em falsas operações financeiras ou falsos projetos de ações humanitárias. Havia promessa de retorno financeiro imediato e rentabilidade estratosférica.


Foi detectada, por exemplo, a promessa de que com um depósito de apenas R$ 25 as pessoas poderiam receber de volta nas “operações” o valor de R$ 1 octilhão (R$ 1.000.000.000.000.000.000.000.000.000).


O golpe pode ser considerado um dos maiores já investigados no Brasil, uma vez que foram constatadas, como vítimas, pessoas de diversas camadas sociais e localizadas em quase todas as unidades da Federação, estimando-se mais de 50 mil vítimas.


De acordo com a investigação, iniciada há cerca de um ano, o grupo é composto por cerca de 200 integrantes, incluindo dezenas de lideranças evangélicas intituladas pastores, que induzem e mantêm em erro as vítimas, normalmente fiéis que frequentam suas igrejas, para acreditar no discurso de que são pessoas escolhidas por Deus para receber a “bênção”. Ou seja, as quantias bilionárias.


Os investigados mantinham empresas “fantasmas” e de fachada, simulando ser instituições financeiras digitais com alto capital social declarado. Para dar aparência de veracidade e legalidade às operações financeiras, os investigados celebravam contratos com as vítimas, ideologicamente falsos, com promessas de liberação de quantias surreais provenientes de inexistentes títulos de investimento, que estariam registrados no Banco Central do Brasil (Bacen) e no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).


A investigação também apontou movimentação superior a R$ 156 milhões, nos últimos cinco anos, bem como foram identificadas cerca de 40 empresas “fantasmas” e de fachada, e mais de 800 contas bancárias suspeitas.

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