Palmeiras acumula mais de R$ 750 milhões a pagar por contratações, e Vitor Roque encabeça lista
Balanço revela lista de clubes e valores ligados a reforços; modelo do time aposta em pagamentos parcelados para sustentar elenco competitivo
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O balanço financeiro do Palmeiras em 2025 escancara uma das bases do modelo de gestão do clube: a montagem de um elenco competitivo sustentada por pagamentos parcelados.
De acordo com o documento, o clube acumula R$ 764,2 milhões em “títulos a pagar”, valor ligado principalmente a contratações de jogadores, comissões e mecanismos do mercado do futebol. O montante representa um crescimento de quase 40% em relação a 2024, quando o total era de R$ 550,5 milhões.
A maior parte dessas obrigações está concentrada em negociações com clubes do exterior, que somam R$ 457,8 milhões, enquanto compromissos com entidades nacionais representam R$ 306,4 milhões.
Entre os principais valores detalhados no balanço, a contratação de Vitor Roque, junto ao Barcelona, aparece como o maior compromisso individual do clube: R$ 118,8 milhões ainda a serem pagos.
Outros nomes de peso também integram a lista:
Ramón Sosa (Nottingham Forest): R$ 48,5 milhões
Facundo Torres (Orlando City): R$ 42,1 milhões
Andreas Pereira (Fulham): R$ 40,4 milhões
Emiliano Martínez (Midtjylland): R$ 22,3 milhões
Paulinho (Atlético-MG): R$ 19,4 milhões
Agustín Giay (San Lorenzo): R$ 8,4 milhões
Aníbal Moreno (Racing): cerca de R$ 6,6 milhões em direitos, além de comissões
Os dados indicam que parte relevante do elenco atual ainda está sendo quitada, com pagamentos que se estendem ao longo dos próximos anos.
O economista Cesar Grafietti explicou detalhes de como essa prática funciona no Brasil.
— É uma prática normal de mercado, e na Europa todos os clubes operam dessa maneira, contratando atletas para pagar entre 3 e 5 anos. No Brasil é uma certa novidade porque alguns clubes estão conseguindo crédito junto aos vendedores, pois possuem bom histórico de pagamento, casos de Palmeiras, Flamengo, Athlético-PR — detalhou.
— Nenhuma dúvida de que essas operações são dívidas. Trata-se de uma obrigação que o clube tem com um terceiro, e está sujeita a controles e sanções da FIFA e agora do fairplay do Brasil.
Comissões elevam custo das operações
Além dos valores pagos aos clubes, o balanço evidencia o peso das comissões nas negociações. Um dos principais exemplos é o caso de Vitor Reis, cuja operação gerou cerca de R$ 19,4 milhões em comissões.
Outros casos incluem:
Bruno Fuchs: cerca de R$ 5,1 milhões
Aníbal Moreno: aproximadamente R$ 4,8 milhões
Renovação de Abel Ferreira: cerca de R$ 4,2 milhões
O detalhamento reforça que o custo das contratações vai além dos valores de transferência, incorporando taxas e intermediações que impactam diretamente o caixa.
O salto de R$ 550 milhões para R$ 764 milhões em um ano indica uma postura mais agressiva do Palmeiras no mercado de transferências. O clube intensificou investimentos recentes, ampliando o nível do elenco, mas também elevando compromissos futuros.
Nos bastidores, o modelo funciona com base em uma lógica clara: comprar jogadores com pagamentos parcelados e equilibrar o fluxo financeiro com receitas recorrentes, como vendas de atletas, premiações e direitos de transmissão.


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