Novas regras sobre saúde mental no trabalho entram em vigor hoje
- há 4 horas
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Afastamentos por transtornos mentais passaram de 530 mil em 2025
Rádio Agência

Em meio a disparada de casos de afastamentos por doença mental no trabalho, agora, as empresas devem se preocupar – pra valer – com o assunto. Nesta terça-feira, entram em vigor as novas regras para segurança e saúde no trabalho no país.
Em 2025, foram mais de 530 mil afastamentos por transtornos mentais e comportamentais, segundo o Ministério da Previdência. Em 2021, ainda na pandemia de covid-19, o número era um terço disso e, desde então, veio aumentando ano a ano.
É o caso da produtora Letícia Tavares. Ela lutava contra uma depressão que começou na pandemia. A rotina de trabalho agravou o quadro dela, que atingiu o ápice em 2023.
Com esse cenário em vista, a Norma Regulamentadora número 1, a NR-1, que trata dos riscos que a atividade da empresa oferece aos trabalhadores, foi atualizada para incluir os riscos psicossociais, ou seja, à saúde mental.
O diretor científico da Associação Nacional de Medicina do Trabalho, Ricardo Beça, explica que as empresas vão ter que olhar com cuidado para a organização do trabalho.
“Pressão excessiva, metas incompatíveis, sobrecarga, jornada mal organizadas, assédio, violência, conflitos e falhas de comunicação. E é importante frisar também que não é para fazer um diagnóstico psiquiátrico do trabalhador. É para identificar e controlar os fatores do trabalho que podem gerar ou agravar um adoecimento. Essa atualização é importante porque coloca a saúde mental na lógica da prevenção. Antes, o tema aparecia só quando já havia alguma crise".
O médico afirma que os trabalhadores precisam ser conscientizados, mas a responsabilidade não pode ser jogada pra cima deles.
Segundo o Ministério do Trabalho, durante os primeiros 90 dias, a fiscalização vai orientar as empresas e indicar adequações. Depois disso, penalidades podem ser aplicadas, como multas ou embargos.
Se você tem pensamentos em tirar a própria vida ou conhece alguém assim, procure ajuda na rede pública ou ligue para o Centro de Valorização da Vida – 188.


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