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Número de barragens cadastradas pelo Governo de Goiás sai de zero para 6,7 mil, em quatro anos

Praticamente inexistente antes de 2019, monitoramento conta com inscrição online e obrigatória para barramentos de todo tamanho, tipo ou idade



Mais Goiás

(Foto: Governo de Goiás)


O número de barragens cadastradas pelo Governo de Goiás saiu de zero para 6,7 mil no período que vai de meados de 2019 até o começo de 2023. Os dados são da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). O cadastro é gratuito, feito pela internet e obrigatório para barramentos de todo tamanho, tipo ou idade.


Além de ser exigido por lei, o processo ajuda a minimizar o risco de acidentes, tendo em vista que os empreendedores precisam realizar inspeções em seus barramentos para fazer o cadastro. Por consequência, eles conseguem identificar anomalias antes que elas evoluam para situações de risco mais grave. Com as informações prestadas, o Governo prioriza vistorias e orientações às barragens com maior potencial de risco.


“A regularização [das barragens] é um assunto que vem sendo trabalhado junto ao setor produtivo há algum tempo. Periodicamente, nós nos reunimos para alinhar estratégias. É um tema que tratamos como prioridade, porque envolve a segurança de comunidades e da fauna e flora”, diz Andréa Vulcanis, secretária de Meio Ambiente.


A partir de 2020, a meta, que foi superada, era cadastrar cerca de duas mil barragens por ano em Goiás. Agora, a Secretaria de Meio Ambiente acredita que deve chegar a pelo menos 13 mil cadastros no Sistema Estadual de Informações de Segurança de Barragens (Seisb) até o fim de 2024.


Segurança


Goiás tem cerca de 10,2 mil barragens com mais de um hectare de lâmina d’água mapeadas pela Semad com auxílio de satélite. A maioria das que existem no Estado é menor do que isso. Para se ter uma ideia do que representa uma barragem desse porte, vale lembrar que o maior barramento usado por empresa geradora de energia em Goiás possui quase 100 mil hectares de área de lâmina d’água.


Como o acompanhamento era quase inexistente antes de 2019, o Estado reunia poucas informações sobre situações de risco potencial (chamados de incidentes), como, por exemplo, um talude que precisa de reparo. Os primeiros registros de incidentes somaram 21 em 2020, 8 em 2021 e 20 em 2022. Já os acidentes notificados (rompimentos) caíram de nove em 2020 para dois no ano passado.

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