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MP investiga superfaturamento de shows promovidos pela prefeitura de Porangatu

Moradores e vereadores denunciam a contratação dos músicos com valores acima do mercado; estimam superfaturamento em torno de 40%



Jornal Opção

Prefeitura de Porangatu. | Foto: Reprodução/Google Street View




O Ministério Público de Goiás (MPGO) está investigando se os shows promovidos pela Prefeitura de Porangatu estão sendo superfaturados. Moradores e vereadores denunciam a contratação dos músicos com valores acima do mercado, com superfaturamento em torno de 40%. A Prefeitura ainda não se pronunciou sobre as acusações.


O vereador Gildemar de Morais Silva (PSDB), conhecido popularmente como Fusquinha, questionou os valores e também a não contratação de músicos da cidade. “Valores altíssimos com recursos próprios do município, sem emendas parlamentares para ajudar a custear as despesas. Também me estranhou não contratarem nenhum músico aqui da região”, explicou.


Segundo o parlamentar, os valores incluem somente os shows para o carnaval, fora as despesas com som automotivo, dj residente, palco e demais estruturas do evento. O vereador, que é integrante da Comissão de Educação, Saúde, Cultura, Desporto e Lazer, disse que o município sofre com outras demandas enquanto a prefeitura gasta dinheiro com entretenimento.


“Mais de 350 crianças esperam na fila de espera para consulta com pediatra”, explicou. A Câmara Municipal de Porangatu é composta por 13 vereadores. Procurada, a prefeita Vanuza Primo de Araújo Valadares não atendeu as ligações.


Despesas com shows:


  • Camisa 10: R$180 mil

  • Maristela Muler: R$100 mil

  • Dj Dato: R$17 mil

  • Wilson Neto: R$60 mil

  • Breno Paixão: R$55 mil

  • Malue: R$40 mil

  • Max e Luan: R$160 mil


No total, foram gastos R$612 mil somente com os shows.

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