Morre aos 91 anos Antônio Flamínio, um dos pioneiros da PRF em Goiás
- pereiraalves4
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Policial integrou a turma que iniciou a atuação da PRF em 1959 e participou da escolta do ex-presidente Juscelino Kubitschek
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Morreu no domingo (11), aos 91 anos, o policial rodoviário federal aposentado Antônio Aparecido Flamínio, considerado um dos principais nomes da história da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Goiás.
Reconhecido como o primeiro motociclista de escolta do estado, Flamínio participou da implantação das primeiras bases operacionais nas rodovias federais goianas e chegou a integrar a escolta do então presidente Juscelino Kubitschek durante a construção de Brasília.
A morte foi comunicada nas redes sociais pelo Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais de Goiás e pela PRF. As instituições destacaram, por meio da nota, a “contribuição decisiva do inspetor para a consolidação do trabalho policial nas estradas, em um período marcado por escassez de infraestrutura, longas distâncias e condições precárias de deslocamento”.
Flamínio ingressou na corporação em 1959, ano em que apenas 15 homens deram início às atividades da PRF no estado. Ele e os demais colegas foram responsáveis por abrir caminhos e estruturar a fiscalização e o policiamento nas BRs 060 e 153, em uma época em que grande parte das vias ainda era de terra, com pouco apoio logístico e intenso trabalho manual.
Segundo o sindicato, o grupo atuou antes mesmo da pavimentação das rodovias, levando a presença do Estado a regiões isoladas, estabelecendo rotinas de disciplina, atendimento aos usuários e segurança viária. O trabalho pioneiro ajudou a formar as bases operacionais que mais tarde dariam origem à atual estrutura da PRF em Goiás.
Entre os marcos da trajetória de Flamínio está o fato de ter sido o primeiro motociclista batedor da corporação no estado, função estratégica utilizada em escoltas oficiais e operações que exigem agilidade, precisão e alto nível de preparo técnico.
Um dos momentos mais simbólicos foi a escolta do presidente Juscelino Kubitschek, durante o período de construção da capital federal, quando o país vivia um processo de interiorização e expansão rodoviária.
Em nota, a PRF de Goiás ressaltou que a carreira do inspetor foi marcada por dedicação, coragem e compromisso com o serviço público, deixando um legado que inspira novas gerações de policiais. O sindicato também destacou que a atuação de Flamínio ajudou a estabelecer referências operacionais e a fortalecer a identidade institucional da corporação no estado.
Nas redes sociais, colegas prestaram homenagens. O inspetor Newton Morais destacou os valores humanos e profissionais do policial aposentado. “Um ser humano de valores imensuráveis, deixou um legado para ser seguido com muita honra pelos servidores da PRF”, disse.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre velório e sepultamento. A corporação e o sindicato manifestaram solidariedade à família, amigos e ex-companheiros de trabalho.






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