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Militares viram réus por torturar major da PM durante treinamentos do Bope e dizer para a família que ele estava com Covid

Major foi torturado durante três dias durante um curso do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Justiça recebeu denúncia contra cinco policiais militares e dois coronéis.



G1-Goiás

Hematomas no corpo de major da PM após curso do Bope, em Goiás — Foto: Reprodução/MPGO



Cinco policiais militares e dois coronéis se tornaram réus por envolvimento na tortura de um major durante um treinamento do Batalhão de Operações Especiais (Bope) em Goiás. Conforme a denúncia do Ministério Público, os militares chegaram a internar o major escondido da família e fingiram que ele estava com Covid-19.


Conforme o documento obtido pela TV Anhanguera, a Justiça determinou que os réus não podem manter contato com a vítima, com familiares dela e as testemunhas do processo.


Veja por quais crimes cada policial militar foi denunciado pelo Ministério Público:


Coronel Joneval Gomes de Carvalho Júnior: Comandante imediato da vítima junto ao Comando de Missões Especiais foi denunciado por tentativa de homicídio qualificado e tortura na modalidade de omissão;


  • Tenente-coronel Marcelo Duarte Veloso: Comandante do Bope e diretor do Comando de Operações Especiais (Coesp) foi denunciado por tentativa de homicídio qualificado e tortura na modalidade de omissão;


  • Coronel David de Araújo Almeida Filho: Médico do Comando de Saúde, responsável por atuar no local do curso, foi denunciado por tentativa de homicídio qualificado e tortura na modalidade de omissão;


  • Capitão Jonatan Magalhães Missel: Coordenador do curso do Bope foi denunciado por tentativa de homicídio qualificado e tortura;


  • Sargento Erivelton Pereira da Mata: Instrutor do curso do Bope foi denunciado por tortura;


  • Sargento Rogério Victor Pinto: Instrutor do curso do Bope foi denunciado por tortura;


  • Cabo Leonardo de Oliveira Cerqueira: Instrutor do curso do Bope foi denunciado por tortura;


Em nota, a Polícia Militar do Estado de Goiás disse que, à época dos fatos, todos os procedimentos cabíveis foram adotados - leia nota na íntegra ao final do texto.


O advogado de Rogério Victor Pinto disse que se manifestará somente dentro dos autos. A reportagem não conseguiu localizar as defesas demais réus.

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