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Mesmo sob pressão, Inter banca Roger Machado

Treinador sobreviveu após a eliminação da Copa do Brasil e se prepara para série de duelos com o Flamengo, dois deles pelas oitavas da Libertadores





GE



O Inter vive dias turbulentos. A eliminação na Copa do Brasil, a sequência de quatro partidas sem vitória e a falta de soluções em campo aumentaram a pressão sobre Roger Machado. A torcida não esconde a insatisfação e pede a saída do treinador. Ainda assim, a direção mantém o apoio. Mas por quê?


Roger convive com a contestação há algum tempo. Recentemente, foi vaiado no anúncio da escalação no Beira-Rio e chamado de "burro" por parte das arquibancadas. Nas redes sociais, seu nome virou alvo de protestos e pedidos de demissão.


Ainda assim, após o empate em 1 a 1 com o Fluminense no Maracanã, o técnico reafirmou sua confiança no trabalho. Já na madrugada de quinta-feira, o vice de futebol José Olavo Bisol se manifestou e reforçou o respaldo da diretoria.


— Temos uma liberdade muito grande de troca com a comissão, seja na montagem do elenco e estratégia para organizar aos jogos. Participamos de todos os processos. Acreditamos que daremos a volta por cima — diz Bisol.


Como remobilizar


A direção acredita que Roger tem boa aceitação no grupo e capacidade de mobilizar o elenco. Para Bisol, isso é essencial para manter o ambiente positivo e buscar a recuperação.


— O ambiente do futebol precisa ser colocado para cima. É gerenciamento permanente de pessoas e relações. Temos um elenco com capacidade de virar a página e buscar a recuperação — pondera o dirigente.


Além disso, uma demissão às vésperas do confronto com o Flamengo pela Conmebol Libertadores poderia aumentar os riscos. O mercado de treinadores está restrito, e um novo nome teria pouco tempo para se adaptar ao grupo e implementar ideias.

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