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Manicure diz que assumiu dívida de R$ 2,5 mil com PM suspeita de agiotagem e já pagou mais de R$ 18 mil

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

Policial foi denunciada na Corregedoria da Polícia Militar e no Ministério Público de Goiás. Defesa da policial negou as acusações e disse que a tenente fez um empréstimo de boa-fé.





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A manicure que assumiu uma dívida de R$ 2,5 mil de um empréstimo com a policial militar Rhainna Lima conta que já pagou mais de R$ 18,4 mil e ainda não conseguiu quitar a dívida. A policial é suspeita de agiotagem e de ameaçar a manicure de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana. Ela nega as acusações


“De R$ 2,5 mil foi para R$ 11 mil. De R$ 11 mil, foi para R$ 36 mil. De R$ 36 mil, já está em não sei quantos mil. Ela não para, não tem condições. Aí ela começou com as ameaças dela”, contou a manicure que assumiu a dívida que a irmã contraiu com a policial.

A policial foi denunciada na Corregedoria da Polícia Militar e no Ministério Público de Goiás. Em sua rede social, a policial disse que estava sofrendo um golpe da manicure.


"Em 2024, eu emprestei dinheiro para ela, para o filho, para a filha, para a irmã e para a sobrinha dela. E isso confiando nela e que ela pagaria normalmente. [...] Ela e a família dela me ludibriaram, estavam me dando um golpe e isso poderia configurar até estelionato", disse.


Em nota, a Polícia Militar disse que abriu um procedimento administrativo para apurar eventual transgressão disciplinar e indícios relacionados à possível prática de crime militar. Disse ainda que, atualmente, a tenente exerce atividades administrativas.


Segundo a apuração do repórter Honório Jacometto, o Ministério Público do Estado de Goiás está investigando o caso. À TV Anhanguera, a policial disse que não daria uma entrevista.


A defesa dela negou as acusações e disse que a tenente fez um empréstimo de boa-fé, acreditando estar ajudando uma família com dificuldades financeiras. Segundo a defesa, a tenente cobrou apenas o dinheiro que foi emprestado e não foi devolvido, sem acréscimo ou vantagem e que não fez ameaças à manicure.


Cobranças


A manicure relatou à TV Anhanguera que conheceu a policial há quatro anos. Rhainna contou para a manicure que gostaria de emprestar dinheiro a juros e pediu ajuda. A manicure indicou a irmã para pegar um empréstimo. Depois, os empréstimos ficaram mais profissionais e as cobranças começaram a ser realizadas por terceiros.


A manicure denunciou que recebeu uma lista com parcelas semanais de R$ 60, com multa de R$ 20 por dia em caso de atraso. De acordo com a manicure, Rhainna ligava e mandava mensagens com cobranças a qualquer hora do dia. “Ela falou: ‘Eu boto fogo na sua casa com seus filhos dentro’”, relatou a manicure.


Em uma das mensagens que a policial teria enviado para a manicure, ela disse que pessoas corretas passam o pouco que juntam para quitar a dívida. A manicure relatou que pagaria um valor fixo para quitar a dívida, mas que a tenente “não para”. “Todo tanto que dava, ela tinha um juro. Todo dia ela tinha um juro, aí não parou mais”, contou.




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