Maioria absoluta da Câmara de Rio Verde articula renúncia de Idelson à presidência após prisão
- pereiraalves4
- há 23 minutos
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Dos 21 vereadores do Legislativo municipal, 20 já definiram apoio à renúncia de Idelson da presidência da Casa
Jornal Opção

A crise institucional instalada na Câmara Municipal de Rio Verde após a prisão do presidente Idelson Mendes, no âmbito da quarta fase da Operação Regra Três, avançou para um novo e decisivo capítulo. Dos 21 vereadores do Legislativo municipal, 20 já definiram apoio à renúncia de Idelson da presidência da Casa, mantendo-se, ao menos por ora, o mandato parlamentar.
Os vereadores se reuniram internamente na Câmara na quarta-feira, 4, acompanhados por um advogado especializado em direito público. Ao final do encontro, foi redigido um documento que teria sido assinado por 20 parlamentares, consolidando a posição majoritária pela saída de Idelson do comando do Legislativo.
O plano traçado prevê que o advogado vá até o local onde Idelson se encontra preso para propor formalmente a renúncia à presidência, e não ao mandato de vereador. Caso o presidente afastado não concorde com a renúncia, os parlamentares já teriam decidido levar o tema ao plenário e votar pela destituição dele do cargo máximo da Mesa Diretora.
Desde a prisão de Idelson Mendes, quem responde interinamente pela presidência é o vice-presidente Francisco Nunes de Moraes, o Cabo Moraes, que declarou publicamente o compromisso de organizar a Casa e garantir transparência nos atos administrativos enquanto durar o afastamento.
A Operação Regra Três, conduzida pelo Ministério Público de Goiás, apura suspeitas de fraudes em contratações e procedimentos administrativos da Câmara, incluindo um concurso público posteriormente anulado.
As investigações seguem em andamento, e a defesa de Idelson Mendes ainda não se manifestou sobre a possível renúncia ou sobre a articulação política revelada em exclusividade pela Rádio Morada do Sol FM.
A Câmara Municipal de Rio Verde continua funcionando normalmente, mas o cenário indica que a permanência de Idelson na presidência se tornou politicamente insustentável diante da posição quase unânime do plenário.






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